Eleições em Israel: oposição a Netanyahu lidera boca de urna sem obter maioria
Projeções apontam vantagem estreita do bloco centrista de Gadi Eisenkot e indicam número recorde de assentos para partidos árabes no Parlamento

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As primeiras pesquisas de boca de urna das eleições legislativas de Israel desta terça-feira, 27, apontam vantagem do bloco de oposição liderado pelo centrista Gadi Eisenkot sobre a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Segundo as emissoras de televisão 11, 12 e 13, o "Bloco da Mudança" deve obter entre 52 e 53 dos 120 assentos, resultado insuficiente para formar um novo governo.
As primeiras pesquisas de boca de urna das eleições legislativas desta terça-feira (27) em Israel apontam uma vantagem estreita do bloco de oposição ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Apesar da liderança, o grupo não atinge a maioria exigida para a formação de um novo governo.
Segundo os levantamentos divulgados pelas emissoras de televisão 11, 12 e 13, o chamado "Bloco da Mudança", encabeçado pelo centrista Gadi Eisenkot, deve garantir entre 52 e 53 dos 120 assentos no Parlamento. Já a coalizão que apoia o atual premiê ficaria com 50 vagas.
Em contrapartida, as mesmas projeções indicam que as duas listas árabes israelenses têm potencial para conquistar uma bancada recorde, somando 17 ou 18 parlamentares.
As estimativas iniciais mostram que o partido Ra'am (Lista Árabe Unida, de linha islâmica moderada), comandado por Mansur Abbas, deve ocupar sete cadeiras. A Lista Unificada, de extrema esquerda, garantiria entre dez e 11 assentos.
O encerramento da votação ocorreu no horário programado, às 22h locais (17h pelo horário de Brasília). O Likud, partido de Netanyahu, chegou a solicitar que o funcionamento dos locais de votação fosse estendido. O pedido, no entanto, foi rejeitado pela comissão eleitoral, que argumentou não existirem motivos para justificar a prorrogação.
Com AFP
