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Sacre Investimentos
NegóciosMPOLBDR
03/06/2026
3 min

Eles fundaram a empresa na faculdade. Hoje, vale nove dígitos e acaba de estrear na Nasdaq

Eles fundaram a empresa na faculdade. Hoje, vale nove dígitos e acaba de estrear na Nasdaq

No competitivo mercado de entretenimento ao vivo, a maioria dos promotores de eventos mira os mesmos alvos: megacidades como Nova York, Los Angeles, São Paulo ou Rio de Janeiro.

No entanto, brigar por espaço nos mercados mais saturados do mundo custa caro e esmaga as margens de lucro. O verdadeiro "oceano azul" dos negócios muitas vezes está onde ninguém está olhando — no que o jargão corporativo chama de white space (o espaço em branco).

Foi exatamente nesse vácuo de mercado que os universitários Adam Lynn e Zach Ruben enxergaram uma oportunidade de ouro.

Dez anos após promoverem suas primeiras festas estudantis, os fundadores da Breakaway anunciaram o fechamento de uma rodada de investimentos Série B, catapultando a startup de festivais de música para uma avaliação de nove dígitos (superior a US$ 100 milhões) com direito a celebração no telão da Nasdaq, em Nova York.

Em entrevista ao podcast How Success Happens, Lynn detalhou a trajetória da companhia, que hoje roda os Estados Unidos com o Breakaway Music Festival 2026, e destrinchou os pilares táticos que transformaram um projeto de faculdade em um império do entretenimento.

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Do lucro de US$ 4 mil ao prejuízo de US$ 60 mil: O custo da mentoria

A jornada da Breakaway começou no ecossistema das fraternidades da Universidade de Michigan.

Lynn, que desde os 15 anos já demonstrava talento para a gestão operacional organizando festas com controle rígido de segurança e listas de convidados, usou sua rede de contatos na faculdade para começar a fechar shows em bares locais.

O primeiro grande acerto veio ao fechar um show com um rapper que, na época, começava a despontar no cenário americano: Wiz Khalifa. "Ganhamos cerca de 4 mil dólares ali. Para nós, aquilo parecia que tínhamos ganhado na loteria", relembra Lynn.

O erro clássico do jovem empreendedor, contudo, é confundir o sucesso inicial com imunidade de mercado. Empolgado com o ganho rápido, Lynn deu um passo maior que as pernas e tentou promover um show de arena com a lenda do hip-hop Nas. O resultado foi um fracasso de bilheteria que abriu um rombo de US$ 60.000 em suas finanças pessoais.

"Naquele momento, achei que a minha vida inteira tinha acabado. Mas quando uma grande aposta explode na sua cara, você precisa encarar esse prejuízo como o valor da mensalidade da sua educação de negócios."

Em vez de decretar falência intelectual, o fundador mudou-se para a Austrália por um semestre para trabalhar em um estágio não remunerado em uma produtora independente de eventos. Lá, aprendeu a engenharia de tráfego, gestão de risco e logística de bastidores para, finalmente, retornar aos EUA, unir forças com seu cofundador Zach Ruben e selar parcerias de sucesso com artistas como Kid Cudi e Steve Aoki.

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AutorDa Redação
FonteExame
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