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Mundo
11/07/2026
2 min

Em meio à onda de calor, Incêndio na Espanha consumiu área equivalente a 9 mil campos de futebol

Em meio à onda de calor, Incêndio na Espanha consumiu área equivalente a 9 mil campos de futebol

O incêndio que atinge o sul da Espanha desde quinta-feira, 9, já destruiu cerca de 6.600 hectares na província de Almería, área equivalente a aproximadamente 9.240 campos de futebol. O desastre deixou ao menos 12 mortos, enquanto as equipes de combate registraram avanço nas operações, segundo autoridades locais.

Na noite de sexta-feira, o responsável regional de Emergências, Antonio Sanz, afirmou à imprensa que as condições para enfrentar o incêndio apresentaram melhora.

"A evolução noturna foi favorável e as condições meteorológicas nos permitem encarar o dia com melhores perspectivas do que ontem" – explicou Sanz, afirmando que este será o primeiro dia em que se poderá "trabalhar no ataque ao incêndio", após dias focados unicamente na "defesa".

O incêndio começou na quinta-feira na região de Los Gallardos, na província da Andaluzia, em uma área de relevo acidentado, marcada por barrancos e residências isoladas. De acordo com as primeiras investigações, o avanço das chamas surpreendeu moradores e pessoas que tentavam deixar o local.

Até agora, o fogo também deixou oito feridos, sendo quatro em estado grave, e provocou a evacuação de aproximadamente 1.400 pessoas.

As operações de combate mobilizam centenas de bombeiros, com apoio de equipes terrestres e aeronaves, em uma tentativa de controlar um dos maiores incêndios registrados na Espanha nos últimos anos.

"A melhor notícia que poderíamos ter é que não haja novidades em relação a novas vítimas", destacou o responsável andaluz de Emergências diante dos jornalistas.

"A Guarda Civil vasculhou todas as áreas e nos informou que não encontrou mais ninguém. Isso não impede nem significa que não possa acontecer, mas, logicamente, é animador", acrescentou.

Antonio Sanz também pediu cautela ao comentar os relatos sobre pessoas desaparecidas, repetindo a posição já adotada na véspera pelo ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.

"Devemos ser prudentes ao afirmar que existem 23 desaparecidos, não é bem assim", pediu. "Estamos falando de pessoas com quem os familiares não conseguem contatar, mas que podem estar em abrigos."

Segundo Sanz, a Guarda Civil recebeu, até o momento, sete registros de desaparecimento. No entanto, as autoridades afirmam que somente após a conclusão das autópsias e da identificação dos corpos encontrados será possível confirmar o número definitivo de vítimas, já que parte das pessoas procuradas pode estar entre os mortos localizados.

AutorMateus Omena
FonteExame
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