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InvestBTG InsightsACS
29/07/2026
4 min

Embraer, Cury ou Axia: as apostas do BTG Pactual na bolsa brasileira para 2026

Relatório Onde Investir 2026 2° semestre do banco aponta desconto na aviação, força do MCMV e dividendos recordes na energia

Embraer, Cury ou Axia: as apostas do BTG Pactual na bolsa brasileira para 2026

Depois de um primeiro semestre marcado por juros altos e volatilidade cambial, o BTG Pactual selecionou três ações da bolsa brasileira para sustentar carteiras até o fim de 2026. O relatório semestral Onde Investir, produzido pela equipe de análise do banco, aponta Embraer (EMBJ3), Cury (CURY3) e Axia Energia (AXIA3) como teses com potencial de valorização mesmo em um cenário macroeconômico mais desafiador do que o previsto no início do ano.

As três companhias têm pouco em comum entre si: uma fabrica aviões, outra constrói casas populares e a terceira transmite energia elétrica. O que as une, segundo o banco, é a combinação entre fundamentos sólidos e um preço que ainda não reflete integralmente esse desempenho.

Quer saber quais outras ações o BTG Pactual recomenda além de Embraer, Cury e Axia? Baixe gratuitamente o relatório Onde Investir 2026 e veja as recomendações completas da equipe 

Embraer: desconto de 44% mesmo com backlog recorde 

A Embraer chega ao segundo semestre penalizada pelo mercado. Depois de resultados do primeiro trimestre abaixo do esperado nas divisões de aviação comercial e executiva, as ações acumularam queda relevante e ampliaram o desconto em relação aos concorrentes globais.

O BTG Pactual vê essa reação como excessiva. A carteira de pedidos da companhia soma US$ 32 bilhões, volume suficiente para sustentar cerca de quatro anos de produção. Some-se a isso um setor aeroespacial que segue com restrições estruturais de oferta, cenário que tende a favorecer fabricantes já instaladas. 

Na avaliação do banco, a Embraer negocia hoje a 10 vezes o EV/EBITDA projetado para 2026, patamar cerca de 44% abaixo da média de seus pares no exterior. A recomendação segue como compra. 

Cury: o motor do Minha Casa, Minha Vida ainda não perdeu força 

Fundada em 1963 e hoje sob comando de Fabio Cury, a construtora concentra sua operação em imóveis de baixa renda financiados pelo Minha Casa, Minha Vida, com atuação também no segmento de renda média nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas. 

Mudanças recentes no programa habitacional, como o aumento dos preços máximos dos imóveis e a ampliação dos critérios de renda, abriram espaço para crescimento em todas as faixas do MCMV. O BTG Pactual projeta alta de aproximadamente 35% no lucro por ação da Cury neste ano, acompanhada de dividend yield estimado em 8%. 

Investidores que acompanharam o relatório do BTG Pactual no início do ano viram a TEND3 valorizar 60% e o KNSC11 render 11%. Baixe o Onde Investir 2026 e confira o que pode movimentar sua carteira no segundo segundo semestre

valuation já não é o mais barato do setor, negociando a 8 vezes o lucro projetado para 2026. Ainda assim, o banco mantém a tese como uma das mais consistentes da bolsa brasileira, sustentada pela combinação entre crescimento e distribuição de caixa.

Axia: dividendos bilionários no radar da maior geradora do país 

A Axia Energia responde por cerca de 30% da capacidade de geração elétrica do Brasil e 44% dos ativos de transmissão do país, além de deter metade da usina de Itaipu. É a maior companhia do setor elétrico brasileiro. 

O BTG Pactual projeta que o cenário de preços de energia mais elevados favoreça diretamente a companhia. A tese ganhou força a partir de março de 2025, quando a Axia anunciou um pagamento extraordinário de R$ 4 bilhões em dividendos, seguido de mais R$ 4,3 bilhões distribuídos no terceiro trimestre daquele ano. 

Para o banco, a combinação entre geração estável e preços de energia em alta pode transformar a Axia em uma das maiores pagadoras de dividendos da bolsa nos próximos anos. 

O que une as três teses 

Aviação, construção civil e energia elétrica raramente aparecem juntas em uma mesma recomendação de investimento. Mas as três companhias compartilham um traço que o BTG Pactual considera decisivo neste momento do ciclo econômico: geram caixa de forma previsível, mesmo sob juros elevados e cenário externo instável.

Para o investidor, a lição por trás das três teses é a mesma. Em um ano de Selic ainda em patamar restritivo, o preço pago por uma ação pode importar tanto quanto o negócio por trás dela. 

Sua carteira está preparada para o que ainda pode acontecer em 2026? Acesse gratuitamente o relatório completo do BTG Pactual e prepare-se para o segundo semestre 

AutorGabriella Uota
FonteExame
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