Embraer (EMBJ3) tem novo recorde na carteira de pedidos, que totalizou US$ 35,7 bilhões no 3T26; veja os números
A fabricante de aeronaves viu os pedidos crescerem 3% na base anual; Aviação Comercial foi o grande destaque do período

Os céus estão cada vez mais tomados por aeronaves brasileiras fabricadas pela Embraer (EMBJ3) e, se depender da disposição da companhia para bater recordes, assim continuará. A carteira de pedidos (backlog) do terceiro trimestre de 2026 (3T26) alcançou US$ 35,7 bilhões, renovando o melhor desempenho já registrado.
O número representa um aumento de 3% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 14% na comparação com o mesmo período em 2025.
Olhando por divisão, a Aviação Comercial registrou uma carteira de US$ 15,8 bilhões, avanço de 4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já a Aviação Executiva teve desempenho recorde de US$ 8,2 bilhões na carteira de pedidos, um crescimento de 12% na base anual.
Em Defesa & Segurança, houve avanço de 56% na comparação anual, e a carteira atingiu US$ 6,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026. O desempenho teve impulso de um novo pedido firme de duas aeronaves KC-390 Millennium pela Força Aérea Colombiana.
Serviços & Suporte atingiu o recorde de US$ 5,6 bilhões, com crescimento de 14% em relação ao ano anterior, impulsionado por novos contratos de serviços de longo prazo em todos os três segmentos.
Chama atenção o fator de que o desempenho da companhia se sustentou mesmo diante da volatilidade dos preços dos combustíveis. Na leitura da XP Investimentos, isso representa uma possível priorização, pelas companhias aéreas, da eficiência de longo prazo e do melhor dimensionamento das frotas.
No geral, os analistas avaliam que o backlog da Embraer oferece visibilidade de receita até o fim da década, o que sustenta a recomendação de Compra.
O destaque da carteira do 3T26
O grande destaque do trimestre ficou com a Aviação Comercial, com um conjunto de fatores por trás do desempenho positivo.
De acordo com a própria fabricante, o período de julho a setembro foi marcado por forte atividade comercial, com 36 pedidos firmes e 30 direitos ou opções de compra para a família E2, parte do segmento de Aviação Comercial.
No período, o Grupo Abra, controlador das companhias aéreas Gol e Avianca, realizou um pedido firme de 20 aeronaves E195-E2, além de 10 opções e 15 direitos de compra — elevando o potencial total da encomenda para até 45 aeronaves.
Já a Binter encomendou 5 aeronaves E195-E2 adicionais e assegurou quatro novos direitos de compra. A Luxair converteu três direitos de compra de E190-E2 em pedidos firmes e assegurou um direito de compra adicional — elevando o total de sua carteira de pedidos para nove aeronaves.
A ANA Holdings encomendou oito aeronaves E190-E2 adicionais, ampliando o acordo anunciado em 2025 e elevando o total de pedidos firmes para 23 aeronaves.
Entregas da Embraer
A Embraer entregou 66 aeronaves no terceiro trimestre de 2026, considerando todas as unidades de negócios, um aumento de 2% em relação às 65 aeronaves entregues no segundo trimestre e de 6% na comparação com as 62 aeronaves entregues no mesmo período em 2025.
No acumulado do ano, até setembro, a companhia realizou 175 entregas, 14% acima das 153 aeronaves entregues no mesmo período do ano anterior.
As entregas dos primeiros nove meses de 2026 corresponderam a aproximadamente 67% do ponto médio, de 248 aeronaves, das estimativas anuais de entregas para 2026, entre 240 e 255 aeronaves, das unidades de Aviação Executiva e Aviação Comercial combinadas.
O desempenho ficou oito pontos percentuais acima da média histórica de 59% para o período, considerando os últimos cinco anos e refletindo o progresso contínuo das iniciativas da companhia voltadas ao nivelamento da produção.
Em 10 de novembro, a fabricante divulga o balanço financeiro referente ao terceiro trimestre deste ano.
