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10/07/2026
3 min

Emissora de stablecoins Circle recebe aprovação para se tornar banco nos EUA

Emissora de stablecoins Circle recebe aprovação para se tornar banco nos EUA

A emissora de stablecoins Circle recebeu aprovação do Gabinete de Controle da Moeda (OCC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos para se tornar um banco fiduciário nacional. A empresa disse em nota que estabelecerá o primeiro banco nacional de moedas digitais do país. O banco vai operar sob o nome de Circle National Trust.

Com a notícia, no pré-market das bolsas norte-americanas, as ações da empresa, negociadas sob o código CRCL, disparavam 13,75%, a US$ 71,53 às 9h38 (horário de Brasília).

O novo banco ofertará serviços de custódia fiduciária de ativos digitais para a Circle e suas afiliadas. O plano de negócios prevê ainda que a instituição poderá, futuramente, oferecer seu serviço de custódia de ativos digitais diretamente a um número limitado de clientes institucionais, concentrando-se em bancos e outras instituições financeiras, como organizações regulamentadas do mercado de derivativos.

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Este movimento fortalece a empresa de capital aberto, cujas ações haviam caído recentemente por conta do anúncio do projeto Open Standard, que reúne mais de 140 empresas internacionais, inclusive Visa, Mastercard, Google, BlackRock, Itaú e Bradesco, para criar uma stablecoin de dólar. Na data em que a iniciativa foi revelada, as ações da Circle desabaram 17,55%.

Fora isso, mostra mais um passo na integração entre o mercado de criptoativos e o sistema financeiro tradicional, aproximação que começou a crescer em 2024, com a aprovação dos primeiros fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista das bolsas dos EUA.

Stablecoins e bancos

A Circle emite a segunda maior stablecoin do mundo em valor de mercado, o USDC, que tem capitalização de US$ 73,3 bilhões. No segmento, a moeda digital fica atrás apenas do USDT, da Tether, que tem US$ 184,2 bilhões.

Stablecoins são criptomoedas criadas para manter um preço sempre igual ao de alguma moeda tradicional, como o dólar. A paridade de 1:1 com a divisa de referência é obtida por meio de reservas naquele câmbio. No caso de stablecoins de dólar, por exemplo, cada criptomoeda emitida equivale a US$ 1,00 que a companhia emissora tem em caixa.

Com isso, a stablecoin acaba se tornando uma versão digital do câmbio, que não passa pelos controles cambiais do país em que circula, geralmente não paga impostos e pode operar 24/7 no ambiente digital.

“A aprovação, pela OCC, de uma licença de banco fiduciário nacional representa um marco regulatório importante nos EUA e fortalece a infraestrutura da USDC, a maior stablecoin regulamentada do mundo, por meio de serviços de custódia regulamentados em nível federal, com a gestão de reservas planejada como uma capacidade futura”, disse a Circle.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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