Emissora de stablecoins se torna patrocinadora master do Chelsea
Clube inglês já era patrocinado pela corretora de criptomoedas BingX, de modo que aprofundou seus laços com cripto

A Circle, emissora da segunda maior stablecoin do mundo em valor de mercado, o USDC, tornou-se a patrocinadora master da camisa do Chelsea, tradicional clube de futebol londrino.
Stablecoins são criptomoedas cujo preço está sempre atrelado ao de alguma moeda tradicional, como o dólar, na paridade de 1:1. Na prática, funcionam como uma representação digital em blockchain daquela divisa que usam de referência. O benefício de se usar uma stablecoin em vez do dólar tradicional é poder negociá-la 24 horas por dia e sete dias por semana sem passar pelos controles do mercado de câmbio tradicional.
Em nota, a Circle diz que a parceria vem em um momento no qual as stablecoins estão migrando para o “mainstream” em termos de popularidade. “Ao reduzir o custo e a fricção de movimentar valor, elas podem ampliar a participação na economia global e desbloquear maiores oportunidades para as pessoas”, escreveu a empresa.
Patrocínios de empresas do setor cripto não são uma novidade para o Chelsea, cuja última grande conquista futebolística foi o Super Mundial de Clubes da FIFA de 2025. O time da primeira divisão inglesa também é patrocinado pela corretora de criptoativos BingX.
“Essa parceria com a Circle posiciona o Chelsea na vanguarda da evolução digital do futebol”, afirmou em nota Jason Gannon, presidente do clube. Já Jeremy Allaire, CEO e fundador da Circle, comentou que a parceria com o Chelsea conecta a empresa com uma “comunidade global esportiva”.
Ações da Circle caem
O USDC hoje tem uma capitalização de US$ 73,9 bilhões, tornando-o além da segunda maior stablecoin, a sexta maior criptomoeda do mundo em valor de mercado.
Apesar disso, as ações da Circle despencam na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse) nesta sexta-feira, 28. Os papéis CRCL caíam 7,4%, a US$ 87,36, às 14h28 (horário de Brasília).
O desempenho das bolsas hoje é negativo após o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, que reiterou a necessidade de controlar a inflação nos Estados Unidos e colocou o tema como prioridade do banco central dos EUA.
