Emprego dos sonhos em 2026: veja as 10 empresas mais desejadas pelos jovens
Google lidera ranking, que mostra mudança nos critérios dos profissionais para escolher onde trabalhar

O Google continua no topo da lista de empresas que mais despertam o interesse de jovens no Brasil. O ranking Empresas dos Sonhos 2026, da Cia de Talentos, coloca a companhia à frente de Itaú Unibanco e Vale, mas a lista deste ano revela também uma mudança no que os profissionais procuram antes de escolher onde trabalhar.
Entre os mais jovens, reputação e reconhecimento no mercado passaram a liderar os critérios de escolha de carreira, com 22% das citações. Na sequência aparecem inovação e tecnologia, com 21%, e desenvolvimento, com 19%.
“A reputação ajuda a perceber onde vale a pena trabalhar. O desenvolvimento mostra o que é possível aprender, como crescer e que caminhos construir ali”, afirma Danilca Galdini, sócia-diretora de Insights e Pessoas & Cultura da Cia de Talentos.
Segundo ela, a liderança também tem papel importante nessa experiência, já que clareza, apoio e confiança fazem diferença para tornar o trabalho sustentável.
A 25ª edição da Pesquisa Carreira dos Sonhos, realizada pela Cia de Talentos, ouviu mais de 71 mil jovens, profissionais de média gestão e alta liderança no Brasil.
Quais são as empresas dos sonhos?
No ranking geral, que reúne as citações dos três grupos de profissionais, o Google ocupa o primeiro lugar. Itaú Unibanco e Vale aparecem na sequência.
A L'Oréal estreia entre as dez mais citadas, na oitava posição, enquanto a Bayer retorna à lista, em nono lugar. A Nestlé é a única empresa que esteve presente em todas as 25 edições da pesquisa.
Veja a lista completa:
- Itaú Unibanco
- Vale
- Grupo Globo
- Ambev
- Nestlé
- Petrobras
- L'Oréal
- Bayer
- Microsoft
O que faz uma companhia ser uma das Empresas dos Sonhos?
Estar entre as companhias mais desejadas não significa apenas ter uma marca conhecida. Para os jovens, a reputação ganhou espaço como uma espécie de porta de entrada, mas a experiência oferecida pela empresa continua sendo decisiva.
A pesquisa mostra que apenas 56% dos jovens dizem que a empresa entrega o que promete. O desalinhamento entre discurso e prática é citado por 30% dos entrevistados que trabalham no modelo presencial, 23% no híbrido e 25% no remoto. Uma boa imagem pode ajudar a atrair profissionais, mas precisa ser acompanhada daquilo que foi prometido.
O desenvolvimento também continua na conta, e as oportunidades de aprendizado e crescimento podem pesar na decisão de continuar trabalhando na companhia.
Jovens querem estabilidade e autonomia
Outro ponto que aparece na pesquisa é a tentativa de equilibrar segurança e liberdade.
Embora autonomia e flexibilidade estejam entre as prioridades dos jovens, a estabilidade aparece ligeiramente à frente. Segundo o levantamento, 39% priorizam estabilidade, enquanto 35% escolhem autonomia e flexibilidade.
A relação com a liderança é outro fator que pode mudar a experiência de trabalho. A diferença aparece principalmente quando os jovens enfrentam pressão excessiva.
Entre aqueles que não sentem pressão excessiva, 14% dos que têm alta confiança na liderança relatam impacto negativo na saúde mental. O índice sobe para 52% entre os que têm baixa confiança.
Quando a pressão excessiva está presente, o impacto negativo é relatado por 33% dos jovens que confiam muito em seus líderes e chega a 76% entre aqueles com baixa confiança.
Ao longo das 25 edições da pesquisa, foram reunidos mais de 1,8 milhão de respondentes em 13 países.
