Empresa que faz pagamentos com stablecoins capta R$ 509 milhões e foca no Brasil
Fintech acelera expansão global e destaca avanço de 360% na receita brasileira entre janeiro e agosto, impulsionada por pagamentos e stablecoins

A fintech unicórnio norte-americana Jeeves anunciou a captação de US$ 110 milhões (o equivalente a R$ 509 milhões) em uma rodada de investimento e afirmou que o Brasil se tornou seu maior mercado em receita.
A rodada foi liderada pela empresa de investimento e incubadora de tecnologia CoinFund, com participação de AllianceBernstein, Andreessen Horowitz, Coinbase Ventures, CRV, GIC, Global PayTech Ventures, ParaFi, Vista, Wintermute, Y Combinator e outros investidores.
Em nota, a empresa disse que, entre janeiro e agosto, a receita da operação brasileira cresceu 360%, enquanto o volume total transacionado avançou 370%. Entre os destaques do país está o módulo de "contas a receber", que permite a emissão e pagamento de boletos.No mundo, o volume da Jeeves chegou a US$ 5 bilhões anualizados entre os negócios de cartões e pagamentos.
Crescimento em stablecoins
"As stablecoins são a parte desse volume que mais cresce: há oito meses, o volume liquidado em stablecoins era praticamente zero e hoje atinge um ritmo anualizado de US$ 1,5 bilhão", diz a nota da fintech. Em stablecoins, a oferta de cartão da empresa cresceu de 25 para 35 países, com a entrada de mercados como Argentina, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala, Panamá, Peru, Paraguai e Uruguai.
Fora isso, a companhia lançou uma carteira própria de stablecoins para pagamentos instantâneos em 190 países.A Jeeves se especializou na emissão de cartões corporativos, crédito para empresas, pagamentos internacionais e gestão de despesas, trabalhando com instituições financeiras e outros parceiros para viabilizar alguns desses serviços.
"Construímos a infraestrutura da Jeeves com stablecoins porque essa é a única forma de oferecer às empresas a mesma velocidade e a mesma estrutura de custos para movimentar dinheiro entre São Paulo e Berlim que elas têm em transações domésticas”, afirmou em nota Dileep Thazhmon, fundador e CEO da Jeeves.
No Brasil, a empresa tem como clientes a corretora XP, a plataforma de cursos online Hotmart, a varejista de ingressos Ingresse, a comerciante de informática Kalunga e a indústria e varejista de colchões Ortobom.
