Empresário não se assusta com queda de 44% do ether e compra mais US$ 90 milhões

O empresário Tom Lee, presidente do conselho da empresa de capital aberto que mais possui criptomoedas ether em caixa, a Bitmine, não parece se importar com a criptomoeda perdendo quase metade do valor desde o início do ano. Enquanto o token registra queda de 44% em 2026, sua companhia adquiriu mais US$ 90,46 milhões no ativo.
Com a aquisição mais recente, a Bitmine agora detém 4,7% da oferta total da criptomoeda, de acordo com dados da plataforma de análise de blockchain Arkham Intelligence. São 5,7 milhões de unidades do token na tesouraria a um preço-médio de US$ 1.733 por criptoativo.
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A posição da empresa no ETH equivale a US$ 9,39 bilhões e com mais US$ 597,8 milhões a Bitmine alcançará sua meta de ser dona de 5% de todos os tokens ether que existem no mundo. Lee reforçou que a meta deve ser atingida em algum momento ainda neste ano.
"Em nossa visão, os melhores anos para as criptomoedas ainda estão por vir. Espera-se que a tokenização e o rápido avanço da inteligência artificial impulsionem um crescimento exponencial da demanda por blockchain e criptoativos descentralizados", afirmou o empresário, em nota ao mercado.
A empresa informou também que dos 5,7 milhões de ETH que possui, 4,7 milhões estão em staking, ou seja, bloqueados para validação da rede enquanto a empresa é remunerada por isso.
Nesta terça-feira, 23, às 16h07 (horário de Brasília), as ações da Bitmine caem 4,6%, a US$ 15,12 na bolsa de Nova York.
Quem é Tom Lee
Com uma carreira construída como analista financeiro em Wall Street, Lee é formado em administração pela Wharton School da Universidade da Pensilvânia, com especialização em finanças e contabilidade.
Ele trabalhou por 15 anos como estrategista-chefe de ações no banco JP Morgan antes de fundar a Fundstrat e se tornar um analista independente por lá. Na época, ele foi um dos primeiros a reconhecer o valor das criptomoedas e incluir o bitcoin em suas análises.
Lee ingressou na Bitmine em junho de 2025, comandando a companhia em sua estratégia de migrar de mineradora de bitcoin para tesouraria de ether.
Na época, ele disse à CNBC que o mercado de stablecoins estava crescendo e o blockchain por trás do ETH era a infraestrutura que permitia esse avanço. “Por trás da indústria de stablecoins está o Ethereum — que é, na verdade, a espinha dorsal e a arquitetura dessas moedas; por isso, é importante criar um projeto que acumule Ethereum para, essencialmente, proteger a rede e exercer alguma influência sobre ela.”
