Empresas de capital aberto que compram bitcoin estão migrando para IA, diz Bloomberg
Companhias estão abandonando o hype das criptomoedas pelo ânimo com a inteligência artificial

As empresas de capital aberto conhecidas como tesourarias de ativos digitais (DATs, na sigla em inglês) estão cada vez mais migrando para o segmento de inteligência artificial, segundo reportagem da Bloomberg.
Um exemplo é a K Wave Media, que trocou seu ramo de atuação de acumuladora de bitcoins para desenvolvedora de data centers. Além dela, a agência de notícias cita como exemplos desse movimento as companhias AlphaTON Capital e a Lixte Biotechnology Holdings.
Essa migração reflete o desempenho negativo do mercado de criptoativos em 2026. Maior das criptomoedas e principal benchmark do mundo cripto, o bitcoin acumula uma queda de 25,8% em 2026.
“Há muito interesse em IA e as pessoas vão migrar para onde elas acham que seus negócios serão bem sucedidos”, afirmou à Bloomberg Toufic Adlouni, sócio administrador do escritório de advocacia Renno & Co.
Strategy patina na bolsa em 2026
Maior empresa do setor, a Strategy, que possui 843.775 unidades de BTC em caixa, não comprou nenhum bitcoin em julho. A empresa anunciou nesta segunda-feira, 27, que aumentou sua reserva em dólares em US$ 525 milhões ao vender US$ 544,5 milhões em ações ordinárias MSTR e recomprar US$ 25 milhões nas ações preferenciais STRC.
No acumulado de 2026, as ações da Strategy estão em queda de 35,1%, refletindo a preocupação dos investidores com o modelo de negócios mesmo na empresa mais antiga e testada pelo tempo entre as “acumuladoras de criptomoedas”.
Ao mesmo tempo, as ações de empresas do setor de IA são as mais valorizadas do ano nas bolsas de valores dos Estados Unidos.
