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Inteligência ArtificialBDR
21/10/2026
4 min

Engenheiro da Disney comanda até nove agentes de IA e vira referência em painel interno

Em reportagem do Business Insider, funcionários da área de tecnologia descrevem como agentes de IA aceleram tarefas e mudam a rotina na empresa

Engenheiro da Disney comanda até nove agentes de IA e vira referência em painel interno

Uma reportagem do Business Insider, publicada em maio de 2026, mostra como engenheiros da Disney passaram a incorporar agentes de inteligência artificial ao trabalho diário. Um deles aparece entre os usuários mais ativos do "Painel de Adoção de IA" da empresa, ferramenta interna que acompanha o uso dessas tecnologias.

Agentes de IA são programas que executam tarefas específicas de forma autônoma, a partir de instruções de uma pessoa. Diferentemente de um chatbot, que responde a uma pergunta por vez, o agente cumpre etapas de um trabalho, como reunir dados ou revisar um código.

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Como um engenheiro da Disney usa os agentes

O profissional, que não teve o nome divulgado, afirmou ao Business Insider ter de oito a nove agentes trabalhando por ele. Segundo seu relato, eles coletam dados de diferentes áreas da Disney e concluem em algumas horas tarefas que levariam dias ou semanas.

Os agentes também podem conferir o trabalho uns dos outros para reduzir erros. Ainda assim, ele ressaltou que é preciso habilidade para orientar essas ferramentas e gerenciar o que elas entregam.

O destaque no painel chamou a atenção de colegas. Parte dos engenheiros procurou o profissional para entender no que ele trabalhava e como replicar o método. Segundo ele, a reação de colegas e chefes foi positiva.

O que são tokens e por que importam

O painel mostra que alguns funcionários da área de tecnologia usam ferramentas de programação como Claude e Cursor dezenas de milhares de vezes por mês. Tokens são as unidades básicas de dados processadas pelos modelos de IA, e as empresas pagam conforme a quantidade consumida.

Val Bercovici, diretor de IA da WEKA, empresa de armazenamento de memória para IA, analisou documentos internos obtidos pelo Business Insider. Para ele, o consumo de tokens da Disney está "no ponto ideal" para uma companhia fora do setor de tecnologia.

Incentivo da liderança

Sete funcionários da área de tecnologia disseram ao portal que a Disney estimula o uso de IA. Três deles afirmaram que a liderança passou do ceticismo à curiosidade e, depois, ao apoio ao longo do último ano.

Sob o comando do CEO Josh D'Amaro, a empresa trata a inovação tecnológica como prioridade. Em teleconferência de resultados, ele disse que a IA deve tornar a produção mais eficiente e ampliar o volume de conteúdo lançado.

A Disney chegou a firmar uma parceria com a OpenAI para gerar vídeos com IA no Disney+, mas a empresa de Sam Altman vetou o acordo em março.

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Efeitos na rotina de trabalho

O engenheiro de maior uso relatou que passou a trabalhar das 6h às 17h, em vez do horário comercial das 9h às 17h. Disse não se incomodar, desde que a remuneração seja justa pela produtividade. O relato se alinha a um estudo da Harvard Business Review, segundo o qual a IA não reduziu o volume de trabalho, mas intensificou a carga.

Um segundo engenheiro, que se descreveu como usuário de nível intermediário, contou que delega tarefas aos agentes enquanto cuida de afazeres domésticos, como limpar a casa ou buscar uma receita na farmácia. Ele disse continuar trabalhando e participando de reuniões, e que não acredita que suas teclas sejam monitoradas.

O mesmo profissional apontou excessos. Segundo ele, há quem use IA sem necessidade, como na codificação por impulso, prática de criar software pedindo à IA que escreva o código, mesmo quando já existem ferramentas semelhantes sem IA.

O que o caso mostra para profissionais

O relato reúne pontos que valem para outras áreas: agentes automatizam etapas de um trabalho, mas exigem supervisão humana, o uso precisa ter finalidade clara e os ganhos de produtividade podem vir acompanhados de jornadas mais longas.

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AutorBianca Bezerra Pinto
FonteExame
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