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Sacre Investimentos
EconomiaACSBDR
02/11/2026
4 min

Enquanto a bolsa sofre, estas são as ações preferidas para enfrentar a incerteza fiscal

Com um resultado diferente do que o mercado esperava para as eleições de 2026, o Ibovespa chegou a ter as negociações interrompidas após uma queda que atingiu 17% na última semana. Algumas ações chegaram a despencar mais de 50% em um único dia. A possível eleição de Flávio Bolsonaro (PL) criou expectativa de queda dos […]

Enquanto a bolsa sofre, estas são as ações preferidas para enfrentar a incerteza fiscal
https://youtu.be/qjdoCvT01G4

Com um resultado diferente do que o mercado esperava para as eleições de 2026, o Ibovespa chegou a ter as negociações interrompidas após uma queda que atingiu 17% na última semana. Algumas ações chegaram a despencar mais de 50% em um único dia.

A possível eleição de Flávio Bolsonaro (PL) criou expectativa de queda dos juros e melhora do cenário macroeconômico. Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, os investidores procuram empresas capazes de atravessar um cenário de incerteza fiscal.

Com base na recomendação de algumas das principais instituições financeiras, no Money Picks desta semana, os jornalistas do Money Times apresentam as empresas que estão mais preparadas para enfrentar essa nova fase.

Itaú (ITUB4) e BTG Pactual (BPAC11)

O Itaú (ITUB4) já é conhecido por sua resiliência e foi justamente essa característica destacada pelo JP Morgan. Na visão dos analistas, o Itaú apresenta risco limitado de deterioração dos lucros mesmo em um ambiente mais complexo para a economia brasileira.

Após as eleições, o Citi passou o “pente fino” nos bancos brasileiros. Entre cortes de preços-alvo e revisões de recomendações, apenas um grande banco permaneceu com indicação de compra: o Itaú. Segundo o banco norte-americano, a qualidade dos lucros, a disciplina na concessão de crédito e a forte posição de capital continuam diferenciando a instituição dos concorrentes.

No caso do BTG Pactual (BPAC11), o JP Morgan entende que seu modelo de negócios diversificado pode fazer o BTG atravessar um momento de maior pressão.

Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

Com receitas fortemente ligadas ao dólar e ao petróleo, Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3) aparecem entre as preferidas do JP Morgan para o cenário. As duas apresentam forte geração de caixa, potencial de distribuição de dividendos e menor dependência da atividade doméstica.

No caso da estatal, o Daycoval acredita que a empresa é capaz de continuar remunerando os acionistas mesmo em um ambiente mais turbulento. Vale destacar que a Petrobras pode ser uma ação resiliente, mas não funciona como uma proteção automática contra todos os riscos do cenário político, na visão do Daycoval.

Para a Prio, o Citi elevou o preço-alvo da companhia de R$ 67,50 para R$ 82 e manteve a recomendação de compra. O banco acredita que os preços mais altos do petróleo favorecem a tese de investimento e continuam sustentando uma forte geração de caixa.

Cyrela (CYRE3), Eztec (EZTC3) e MRV (MRVE3)

Algumas construtoras entram na categoria de ações que pedem mais cautela. Isso porque quando os juros sobem, financiar imóveis fica mais caro. Incorporadoras ligadas ao Minha Casa Minha Vida, como Tenda (TEND3), Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3), contam com mecanismos que ajudam a reduzir parte dessa pressão.

Na visão do JP Morgan, a MRV (MRVE3) continua mais vulnerável devido ao nível de alavancagem financeira e dos problemas ligados à Resia, sua operação nos Estados Unidos. Por isso, o banco mantém recomendação neutra e avalia que ainda podem ocorrer novas revisões negativas para os resultados da companhia.

Para Cyrela (CYRE3), o JP Morgan rebaixou sua recomendação para neutra. Embora a companhia tenha uma operação diversificada e também atue no segmento de baixa renda, muitos investidores continuam enxergando a ação como uma aposta ligada principalmente ao mercado de média e alta renda.

O mesmo vale para Eztec (EZTC3), que também teve sua recomendação rebaixada para neutra pelo JP Morgan.

Como navegar na incerteza fiscal

Na visão da Empiricus Research, existem dois cenários principais para acompanhar daqui para frente. O primeiro é o de um ajuste fiscal mais consistente, capaz de reduzir a percepção de risco do país e abrir espaço para juros menores.

Se esse caminho ganhar força, ações domésticas mais sensíveis ao custo de capital podem voltar a chamar a atenção do mercado. Entre os nomes destacados pela Empiricus para o cenário estão a Smart Fit (SMFT3) e a Cyrela (CYRE3).

Já no cenário em que o mercado enxerga dificuldades para controlar as contas públicas, a Empiricus defende reduzir a dependência do risco doméstico por meio da diversificação internacional.

Entre os nomes citados pela casa estão gigantes globais como a Alphabet (GOGL35), dona do Google, e a Nvidia (NVDC34). A tese dessas empresas está muito mais ligada a tendências globais, como inteligência artificial, computação em nuvem e tecnologia, do que ao cenário econômico brasileiro.

O Money Picks vai ao ar toda segunda-feira, às 8h, no canal do YouTube do Money Times.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

AutorMaisa Leme
FonteMoney Times
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