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04/06/2026
16 min

Espanha quer dominar a cadeia da IA, dos chips ao supercomputador

Espanha quer dominar a cadeia da IA, dos chips ao supercomputador

MADRI* — A corrida da inteligência artificial deixou de ser apenas uma disputa entre aplicativos, robôs de conversa e modelos de linguagem. Por trás de cada resposta gerada por IA existe uma cadeia formada por chips, centros de dados, energia, redes de telecomunicações, supercomputadores e profissionais especializados.

Foi esse o ponto levado por Óscar López, ministro da Transformação Digital e da Função Pública da Espanha, à abertura do South Summit Madri 2026, um dos principais encontros globais entre startups e investidores. O evento acontece entre os dias 3 e 5 de junho no La Nave, espaço de eventos no sul da capital espanhola.

A fala do ministro ajuda a explicar por que a Espanha quer ser vista como um dos países mais preparados para a era da IA. O plano não se limita a incentivar startups ou criar regras para o uso da tecnologia.

O governo espanhol quer estar presente em todas as etapas da cadeia: da extração de minerais usados em semicondutores à construção de supercomputadores, passando por chips, nuvem, dados, modelos de linguagem e uso da IA pelo próprio Estado.

A estratégia ganhou força com os recursos do Plano de Recuperação, Transformação e Resiliência da União Europeia, criado após a pandemia. O governo espanhol direcionou parte desses recursos para infraestrutura digital, formação de profissionais, financiamento de empresas de tecnologia e projetos de inteligência artificial.

“Já não se trata de fazer o mais rápido nem o mais barato. Trata-se de fazer o mais confiável. E é a isso que este país está se dedicando”, afirmou López durante a abertura do evento.

Nos próximos meses, uma das apostas centrais será a candidatura espanhola para receber uma das primeiras grandes gigafábricas europeias de IA, estrutura voltada para ampliar a capacidade de supercomputação do continente.

Em conversa com jornalistas durante o South Summit, o ministro afirmou que o projeto deve mobilizar entre 600 milhões e 800 milhões de euros, somando recursos públicos e privados. O consórcio responsável pela iniciativa ainda está sendo estruturado.

Por que a Espanha fala em soberania digital

A expressão aparece repetidamente nos documentos apresentados pelo governo espanhol. Na prática, ela se refere à tentativa de reduzir a dependência de tecnologias desenvolvidas fora da Europa.

O diagnóstico feito por Madri é que a inteligência artificial está concentrando poder econômico e tecnológico em poucos países e empresas. Quem não possui infraestrutura própria corre o risco de depender de terceiros para armazenar dados, operar serviços públicos ou desenvolver novas aplicações.

Para o governo espanhol, a soberania digital passa por semicondutores, nuvem e supercomputação. Também inclui conectividade, identidade digital, modelos de IA, tecnologias quânticas e centros de dados. A lógica é tratar a inteligência artificial como uma cadeia industrial, e não apenas como um software usado no computador ou no celular.

No discurso de abertura, López associou esse movimento aos investimentos feitos com os fundos europeus de recuperação.

“Se não fosse por esses fundos de recuperação e pelo trabalho do governo da Espanha de mãos dadas com as empresas, não teria sido possível chegar a 1 milhão de pequenas e médias empresas e autônomos com ajudas”, afirmou.

A meta é construir infraestrutura própria para IA e diminuir a exposição a gargalos externos. Isso vale para chips, energia, dados, centros de processamento e modelos de linguagem.

O supercomputador que está no centro da estratégia

Quando o governo espanhol fala em inteligência artificial, grande parte dessa ambição passa por Barcelona.

É lá que fica o Barcelona Supercomputing Center (BSC), centro de pesquisa que abriga o MareNostrum 5, considerado um dos supercomputadores mais potentes do mundo e peça central da estratégia espanhola de IA.

O equipamento alcança até 314 petaflops de capacidade de processamento. Em termos simples, isso significa que consegue realizar 314 quatrilhões de operações matemáticas por segundo. Na configuração voltada para inteligência artificial, ocupa a oitava posição do ranking mundial TOP500, que reúne os supercomputadores mais poderosos do planeta.

O MareNostrum 5 possui uma arquitetura dividida em duas grandes áreas. Uma delas é voltada para computação científica tradicional. A outra foi desenhada especificamente para aplicações de IA e reúne mais de 4.500 GPUs NVIDIA H100, atualmente entre os componentes mais disputados pela indústria global.

Na prática, a infraestrutura é utilizada em pesquisas de clima, genômica, astrofísica, desenvolvimento de medicamentos e treinamento de modelos de inteligência artificial. É uma máquina feita para problemas que exigem volume massivo de cálculo.

O próprio governo utiliza a estrutura para desenvolver o ALIA, a família de modelos de linguagem aberta criada pela Espanha.

O centro também começou a integrar módulos de computação quântica desenvolvidos com tecnologia europeia, ampliando sua capacidade de processamento para pesquisas futuras.

“Vamos ter, estou convencido disso, uma das primeiras gigafábricas de toda a Europa, pela qual a Espanha vai servir também em supercomputação”, afirmou López ao defender a candidatura espanhola à gigafábrica europeia de IA.

South Summit, em Madri: em 15 edições, festival colocou a capital espanhola na rota global de investidores e de startups (South Summit/Divulgação)

Duas fábricas de IA e uma rede nacional de computação

O MareNostrum é apenas uma parte da infraestrutura criada pelo país.

A Espanha possui duas AI Factories, fábricas de IA, aprovadas pela União Europeia. Uma está ligada ao Barcelona Supercomputing Center. A outra está associada ao CESGA, o Centro de Supercomputação da Galícia.

As AI Factories funcionam como plataformas que fornecem acesso a capacidade computacional, dados, modelos e suporte técnico para empresas, pesquisadores e órgãos públicos.

O objetivo é reduzir uma das principais barreiras para o desenvolvimento de inteligência artificial: o alto custo da infraestrutura necessária para treinar e operar modelos avançados.

“Conseguimos ter duas das primeiras fábricas de inteligência artificial da Europa, uma em Barcelona, outra na Galícia”, afirmou o ministro.

O CESGA, localizado em Santiago de Compostela, foi fundado em 1993 e atende universidades, centros de pesquisa, o Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha e empresas privadas.

Seu principal equipamento é o supercomputador Finisterrae III. Embora tenha escala menor que o MareNostrum, o centro ganhou relevância por sua especialização em computação quântica. Hoje abriga um dos computadores quânticos baseados em qubits supercondutores mais importantes do sul da Europa.

Os dois centros fazem parte da Red Española de Supercomputación, rede nacional formada por 14 nós distribuídos pelo país. Segundo o governo, mais de 63 milhões de euros foram destinados ao fortalecimento dessa infraestrutura.

A rede cria uma base para que universidades, empresas e órgãos públicos tenham acesso a capacidade de processamento avançada sem precisar construir estruturas próprias do zero.

A corrida pelos chips

Se os supercomputadores representam a capacidade de processamento, os semicondutores representam a base física da estratégia espanhola.

A Europa importa grande parte dos chips utilizados em áreas como inteligência artificial, telecomunicações, automóveis e defesa. Para reduzir essa dependência, o governo espanhol direcionou mais de 820 milhões de euros ao fortalecimento do ecossistema de semicondutores e tecnologias relacionadas.

Duas empresas aparecem como peças centrais desse plano: OpenChip e Semidynamics.

Ambas nasceram em Barcelona e trabalham com a arquitetura RISC-V, um padrão aberto que vem sendo tratado por vários países como alternativa às tecnologias dominadas por grupos americanos e asiáticos.

A OpenChip surgiu em colaboração com o próprio Barcelona Supercomputing Center e atua no desenvolvimento de sistemas em chip, conhecidos pela sigla SoC, além de aceleradores voltados para IA.

Seu diferencial está no uso de chiplets, pequenos blocos modulares de processamento que podem ser combinados para formar sistemas mais complexos. A proposta é criar chips para centros de dados, telecomunicações e inteligência artificial com menor consumo de energia.

A empresa recebeu 111 milhões de euros dentro dos programas europeus voltados à indústria de semicondutores.

Já a Semidynamics foi fundada pelo arquiteto de computadores Roger Espasa e desenvolve tecnologia para processadores de alto desempenho voltados especificamente para aplicações de IA.

Seu foco está em resolver um dos maiores gargalos dos grandes modelos de linguagem: a velocidade de transferência de dados entre memória e processador. A empresa recebeu 38,58 milhões de euros em apoio público.

Além disso, o governo espanhol aposta em fotônica, tecnologia baseada no uso da luz para transmissão e processamento de informação. A meta é criar chips mais eficientes para centros de dados, IA e computação quântica.

“Está se trabalhando desde a base, desde um plano de mineração para a extração de minerais raros, que são importantes para todo o ecossistema industrial que tem a ver com a IA, como a produção de semicondutores”, afirmou López.

A Espanha também tenta atrair uma planta de fabricação de chips fotônicos, considerada estratégica para aplicações futuras de IA e computação quântica.

A gigafábrica de IA

A próxima etapa do plano espanhol é a candidatura para receber uma das futuras gigafábricas europeias de IA.

Durante conversa com jornalistas no South Summit, López afirmou que a Espanha trabalha para integrar o grupo dos países que receberão as maiores estruturas de supercomputação planejadas pela União Europeia.

Segundo ele, Bruxelas estuda diferentes categorias de projetos e a candidatura espanhola pretende disputar a faixa mais robusta.

O investimento previsto pelo governo espanhol deve ficar entre 600 milhões e 800 milhões de euros, reunindo recursos públicos e privados.

A participação do Estado deve ocorrer por meio da Sociedade Espanhola para a Transformação Tecnológica (SETT), criada para coinvestir em setores considerados estratégicos.

Na prática, a gigafábrica funcionaria como uma grande infraestrutura de cálculo para IA. Ela daria a empresas, pesquisadores e governos acesso a máquinas capazes de treinar e operar modelos avançados, sem depender apenas de provedores estrangeiros de nuvem.

Essa é uma das peças mais concretas da busca por soberania digital europeia. Sem capacidade própria de processamento, a adoção de IA tende a ficar concentrada em quem controla os grandes centros de dados e os chips mais avançados.

O Estado como investidor

A estratégia espanhola parte da avaliação de que a Europa possui menos capital de risco disponível para tecnologias emergentes do que os Estados Unidos.

Por isso, o governo decidiu atuar como investidor direto em setores considerados prioritários.

“Na Europa, sobretudo pelos fundos europeus, tem sido o público que está salvando o investimento muitas vezes em muitas empresas que são precisamente de risco”, afirmou López.

A frase resume uma escolha do governo espanhol: usar dinheiro público para apoiar tecnologias que ainda têm risco alto, mas que podem ser decisivas para a economia nos próximos anos.

A SETT se tornou um dos principais instrumentos dessa política. A entidade participa de investimentos em áreas como semicondutores, IA, computação quântica, satélites, fotônica e saúde digital.

Durante o South Summit, o governo também anunciou duas novas linhas de apoio para infraestrutura de pesquisa, testes e experimentação em tecnologias de uso dual, ou seja, tecnologias que podem ter aplicação civil e também em defesa. O pacote soma 160 milhões de euros e inclui áreas como microeletrônica, criptografia e inteligência artificial.

A intenção é criar empresas com base tecnológica dentro do país e manter no território espanhol parte do conhecimento gerado em universidades, centros de pesquisa e startups.

Como a Espanha financia startups

Outra peça importante da estratégia é a ENISA, Empresa Nacional de Inovação.

Ligada ao governo espanhol, a instituição funciona como uma financiadora pública voltada para startups e pequenas empresas de tecnologia.

Seu principal instrumento são os chamados empréstimos participativos, modalidade que não exige garantias pessoais dos empreendedores e não dilui a participação dos fundadores nas empresas.

A avaliação é feita principalmente com base no potencial do projeto empresarial.

A ENISA também administra linhas voltadas para inovação tecnológica e é responsável pela certificação oficial de startups na Espanha.

Esse selo permite acesso aos benefícios previstos pela Lei de Startups, legislação criada para atrair empresas, investidores e profissionais ligados à economia digital.

Segundo dados apresentados pelo governo, mais de 2.000 empresas já receberam essa certificação.

O papel da ENISA é importante porque conecta a política de IA ao ecossistema empreendedor. Em vez de financiar apenas grandes centros e laboratórios, a Espanha tenta criar caminhos para que empresas jovens de tecnologia tenham acesso a capital e benefícios fiscais.

O modelo público ALIA

A Espanha também quer desenvolver seus próprios modelos de inteligência artificial.

O principal exemplo é o ALIA, uma família de modelos de linguagem aberta criada com apoio do governo.

Modelos de linguagem são sistemas capazes de entender e gerar texto, como os usados por assistentes de IA.

A diferença é que o ALIA foi desenvolvido para ser público e aberto, com treinamento voltado também para as línguas cooficiais do país.

“Foi criado um modelo público e aberto de inteligência artificial que se chama ALIA, que já está em uso público e aberto”, afirmou López.

Segundo o governo, o sistema já possui aplicações em administrações locais, patrimônio histórico e órgãos públicos.

Em conversa com jornalistas, o ministro também citou o interesse em ampliar o uso do modelo para países da América Latina.

A aposta no ALIA tem uma lógica prática. Ao criar um modelo próprio, o governo ganha mais controle sobre dados, idioma, aplicações públicas e regras de uso. Também cria uma alternativa para pequenas empresas que não têm recursos para desenvolver modelos do zero.

O objetivo é ter IA aberta e pública como infraestrutura, não apenas como produto comercial.

IA dentro do governo

A administração pública ocupa um papel central na estratégia espanhola.

O governo não pretende apenas regular ou financiar inteligência artificial. Também quer ser um dos principais usuários da tecnologia.

Segundo os documentos apresentados pelo ministério, quase 400 casos de uso de IA já foram identificados dentro da administração pública.

Eles incluem aplicações em saúde, gestão documental, inspeções, clima e atendimento ao cidadão.

A Espanha também aparece como o terceiro país do mundo em contratos públicos de IA, segundo os indicadores utilizados pelo governo.

Há ainda uma plataforma soberana de IA para a administração pública, criada para compartilhar infraestrutura computacional, dados e modelos entre diferentes órgãos.

A ideia é evitar que cada ministério desenvolva sistemas isolados. Com uma plataforma comum, o governo tenta reduzir custos, padronizar regras e ampliar o uso da tecnologia em serviços públicos.

Esse movimento também transforma o Estado em cliente da própria estratégia. Ao contratar e usar IA, o governo cria demanda para empresas locais e testa aplicações que podem depois ser levadas ao setor privado.

Talento, universidades e adoção da IA

A estratégia também passa pela formação de profissionais.

Segundo os dados apresentados pelo governo, 44,2% da população economicamente ativa utiliza ferramentas de IA generativa. O país aparece entre os líderes mundiais nesse indicador.

O governo afirma ainda que a Espanha é o segundo país do mundo em formados de tecnologia da informação e comunicação em cursos de ciclo curto.

Entre as iniciativas estão 20 cátedras universitárias voltadas para IA, além do programa Generación IA, que conta com 234 milhões de euros para atrair pesquisadores internacionais.

“Foi criada uma estratégia de inteligência artificial. Foram irrigadas 20 universidades espanholas com cátedras para pesquisar sobre inteligência artificial e segurança”, afirmou López.

A formação aparece como uma das bases da política espanhola porque a adoção da IA depende de profissionais capazes de usar, adaptar e fiscalizar essas ferramentas.

Sem gente treinada, supercomputadores, chips e modelos de linguagem não chegam ao dia a dia das empresas. Por isso, o governo combina investimento em infraestrutura com capacitação em larga escala.

Regulação como parte da estratégia

A Espanha também quer ocupar espaço na governança da IA.

O país criou a Agência Estatal de Supervisão da Inteligência Artificial (AESIA), considerada a primeira autoridade especializada da Europa.

Também aprovou uma lei nacional de IA e participou da construção do regulamento europeu para o setor.

O governo defende uma combinação entre investimento, desenvolvimento tecnológico e regras para o uso da tecnologia.

No discurso do South Summit, López afirmou que a próxima etapa da inteligência artificial passa pela confiança dos usuários.

“Já não se trata de fazer o mais rápido nem o mais barato. Trata-se de fazer o mais confiável”, afirmou.

A Espanha também adotou ambientes de teste regulatório, conhecidos como sandboxes. Neles, empresas podem testar sistemas de IA acompanhadas por órgãos públicos antes de lançar produtos no mercado.

A proposta é reduzir incertezas para as empresas e, ao mesmo tempo, garantir regras sobre privacidade, supervisão humana e usos proibidos.

Para o governo, a regulação não é um bloco separado da estratégia econômica. Ela faz parte da tentativa de criar confiança no uso da IA por cidadãos, empresas e órgãos públicos.

O que está em jogo para a economia espanhola

A estratégia espanhola tenta juntar elementos que normalmente aparecem separados: startups, chips, supercomputadores, universidades, centros de dados, modelos de linguagem, financiamento público e administração pública.

O objetivo declarado é manter a competitividade da economia em um momento em que a inteligência artificial passa a ocupar espaço em praticamente todos os setores.

A infraestrutura digital aparece como um dos argumentos para atrair investimentos. Durante o South Summit, López destacou a cobertura de fibra óptica superior a 96% e a ampla cobertura de redes 5G.

“Se hoje chegam à Espanha tantos investimentos, é em grande parte por ter as melhores infraestruturas e uma energia limpa e barata”, afirmou.

Na visão do governo espanhol, IA não depende apenas de programadores. Depende de energia, cabos, chips, dados, máquinas, universidades, empresas e compras públicas.

A aposta é que essa combinação ajude o país a disputar uma posição na economia da inteligência artificial. O plano envolve dinheiro público e capital privado, além de uma tentativa de usar o próprio Estado como comprador, regulador e usuário da tecnologia.

O peso do South Summit

Coorganizado pela IE University, o South Summit tornou-se uma das principais plataformas globais de conexão entre startups, investidores, grandes empresas e governos

Segundo os organizadores, as 14 edições realizadas em Madri reuniram mais de 42.500 startups. Nesse período, mais de 1.500 empresas passaram pela Startup Competition, competição oficial do evento. De acordo com o South Summit, essas startups mantêm taxa de sobrevivência de 85% e captaram, juntas, mais de US$ 20,5 bilhões em investimentos.

Além da edição espanhola, o evento expandiu sua atuação internacional nos últimos anos.

O Brasil tornou-se um dos principais mercados dessa estratégia com a criação do South Summit Brazil, realizado anualmente em Porto Alegre e hoje consolidado como um dos maiores encontros de inovação da América Latina.

A edição de 2026 ocorre em um momento de crescente aproximação entre os ecossistemas de inovação europeu e latino-americano, movimento que deve ganhar espaço nas discussões dos próximos dias em Madri. 

* O jornalista viajou a convite do South Summit Madri 2026

AutorLeo Branco
FonteExame
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