Espriella promete fortalecer relações da Colômbia com Israel

O presidente eleito da Colômbia, o direitista Abelardo de la Espriella, afirmou nesta quarta-feira, 24, que a relação do país com Israel será "como nunca antes". O próximo chefe do Executivo teve uma conversa por telefone com o ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Sa'ar.
"A Colômbia restaurará e fortalecerá sua relação com o Estado de Israel como nunca antes", disse o advogado bilionário no X, após um telefonema com o ministro israelense. Ele também promete que Israel pode "contar com a Colômbia como um amigo leal e um aliado firme".
Thank you, my dear friend. Colombia will restore and strengthen its relationship with the State of Israel like never before. Israel can count on Colombia as a loyal friend and steadfast ally. May God bless our two nations.
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Gracias, mi querido amigo. Colombia restaurará y… https://t.co/YwaQEdUtwM
— Abelardo De La Espriella (@ABDELAESPRIELLA) June 24, 2026
Pouco antes, Gideon Sa'ar havia afirmado em seu perfil no X que "o presidente eleito reiterou em nossa conversa seu compromisso, que ele também expressou durante a campanha eleitoral em seu país, com a aliança entre Israel e a Colômbia, que será mais forte do que nunca. Eu também enfatizei nosso forte desejo de consolidar essa aliança para o bem-estar de nossos dois povos."
קיימתי לפני שעה קלה שיחת טלפון עם ידידי @ABDELAESPRIELLA, נשיאה הנבחר של קולומביה, שהוא גם ידיד אמת של העם היהודי ומדינת ישראל.
ברכתי אותו על ניצחונו החשוב בבחירות, נצחון שיוצר תקווה ואפשרות לעתיד טוב לקולומביה ואזרחיה ואיחלתי לו הצלחה רבה.
הנשיא הנבחר חזר בשיחתנו על מחויבותו,…— Gideon Sa'ar | גדעון סער (@gidonsaar) June 24, 2026
Com a mudança de presidência colombiana no dia 7 de agosto, a expectativa é que Espriella reverterá políticas sancionárias do presidente colombiano esquerdista Gustavo Petro.
Após quatro anos de governo Petro, a relação entre os países é tensa. O presidente em fim de mandato criticou duramente os ataques israelenses na Faixa de Gaza e rompeu as relações diplomáticas.Ele também suspendeu as exportações de carvão para Israel e as compras de armamentos israelenses, que já foi um dos principais parceiros militares da Colômbia.
Aliança com Trump
Outra aliança já firmada pelo presidente eleito é com os Estados Unidos. Trump parabenizou nesta segunda-feira, 22, o novo presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, após a vitória nas eleições contra o esquerdista Iván Cepeda.
"Parabéns a “El Tigre” (o tigre!) Abelardo de la Espriella, o novo Presidente da Colômbia! Foi uma grande honra apoiá-lo e espero trabalhar em conjunto para construir uma relação sólida entre a Colômbia e os Estados Unidos da América, que trará novos patamares de grandeza para ambos os países!"
Sem experiência prévia em cargos eletivos, De la Espriella derrotou por menos de um ponto percentual o senador Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro. O resultado encerra o ciclo iniciado em 2022, quando a esquerda chegou ao poder pela primeira vez na história do país.
De la Espriella agradeceu o que chamou de"apoio decisivo" de Trump e prometeu que, se for eleito para suceder Petro, manterá uma relação com os Estados Unidos "como nunca antes". O candidato também defende umapolítica de linha-dura contra guerrilhas e grupos narcotraficantes, com apoio dos Estados Unidos.
Trump já declarou apoio a outros políticos de direita em processos eleitorais na América Latina. Entre os exemplos recentes estão o presidente argentino, Javier Milei, durante eleições legislativas em seu país, além de acenos ao presidente chileno, José Antonio Kast, e aohondurenho Nasry Asfura.
Aproximação com Washington na segurança pública
A reaproximação com EUA e Israel do novo mandatário eleito tem relação também com o principal eixo de seu plano de governo, o combate ao narcotráfico e aos grupos armados ilegais.
A Colômbia segue como a maior produtora mundial de cocaína e convive com a atuação de guerrilhas, dissidências e organizações criminosas em diferentes regiões do país.
Durante a campanha, De la Espriella prometeu lançar um "Plano Colômbia II", em referência ao programa de cooperação entre Bogotá e Washington que marcou o início dos anos 2000.
Entre as propostas apresentadas estão bombardeios contra grupos armados, retomada da erradicação de cultivos ilícitos com herbicidas e ampliação da cooperação militar com os Estados Unidos.
O presidente eleito também defende a integração da Colômbia à aliança internacional de combate ao crime organizada pelos Estados Unidos e liderada pelo presidente Donald Trump.
"Não haverá zonas proibidas para o Estado, não haverá criminosos impunes e intocáveis. Não haverá organizações acima da Constituição e da lei", afirmou após a divulgação do resultado eleitoral.
Com informações da AFP
