Esqueça o ChatGPT: Quem está capturando o dinheiro da nova onda da IA, segundo a a16z
A inteligência artificial tem sido, há alguns anos, o centro das discussões por todo o mundo. Para além das questões humanitárias, o setor já compõe a maior parte das bolsas norte-americanas. Com tanta captação de recursos, alguns investidores questionam para onde esse dinheiro vai e quando haverá retornos. Em outras palavras, se a IA é […]

A inteligência artificial tem sido, há alguns anos, o centro das discussões por todo o mundo. Para além das questões humanitárias, o setor já compõe a maior parte das bolsas norte-americanas. Com tanta captação de recursos, alguns investidores questionam para onde esse dinheiro vai e quando haverá retornos. Em outras palavras, se a IA é uma bolha prestes a estourar.
O relatório State of Markets II, da gestora de venture capital Andreessen Horowitz (a16z), indica que o dinheiro não está indo para os aplicativos que conquistaram os consumidores, como o ChatGPT.
Na verdade, os maiores vencedores do atual ciclo da IA são empresas ligadas à infraestrutura física necessária para sustentar a tecnologia, como fabricantes de chips, operadoras de data centers e companhias de energia.
ChatGPT já não é mais centro das atenções (e investimentos)
No relatório, a a16z divide a economia da inteligência artificial em duas categorias:
- Os “bits” representam o mundo digital, ou seja, softwares, plataformas em nuvem, aplicativos e sistemas corporativos;
- Já os “átomos” representam o mundo físico; portanto, semicondutores, servidores, data centers, redes de comunicação, infraestrutura elétrica e outros fatores necessários para que a IA funcione em larga escala.
Segundo o relatório, foram os bits que lideraram o último grande ciclo tecnológico, especialmente pela ascensão das empresas de software como serviço (SaaS) e das gigantes da internet.
No contexto de alta da construção da infraestrutura de IA, porém, os analistas enxergam uma explosão de demanda por setores tradicionalmente considerados mais cíclicos e intensivos em capital, como chips, energia e redes. Dessa forma, quem pode assumir essa liderança são os átomos.
O levantamento destaca semicondutores, além de energia e infraestrutura de redes como as principais receptoras desses investimentos.
A nova estrela do momento
Embora aplicativos como o ChatGPT tenham ajudado a popularizar a inteligência artificial, a visão da a16z é que agora as os átomos dominem.
“Dentro da tecnologia, o tema do ano (e dos próximos anos) é a migração dos bits para os átomos. Enquanto o software dominou o ciclo tecnológico anterior, o hardware é agora a estrela do momento.”
*Sob supervisão de Maria Carolina Abe
