Estado de SP cria 202 mil empregos em quatro meses

O estado de São Paulo criou 202.374 vagas de emprego com carteira assinada entre janeiro e abril deste ano, o equivalente a quase 2 mil novos postos de trabalho por dia.
Os dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Em abril, o saldo foi de 20.202 novas vagas formais. Os números mantêm São Paulo na liderança nacional da geração de empregos formais.
No Brasil, foram criados 699.762 empregos formaisem quatro meses. No mesmo intervalo de 2025, o saldo havia alcançado 913.827 postos. Considerando os últimos 12 meses, o acumulado chega a 1,05 milhão de vagas criadas.
O desempenho paulista representou 29% de todas as vagas criadas no país nos quatro primeiros meses do ano. Em abril, a participação foi de 24%, enquanto no acumulado de 12 meses chegou a 22%. Na região Sudeste, São Paulo concentrou 61% dos empregos criados entre janeiro e abril.
Segundo o governador Tarcísio de Freitas, o resultado reflete medidas voltadas à atração de investimentos e à modernização do ambiente de negócios
A confiança de quem investe no estado está se refletindo em mais carteiras assinadas, aumento da renda e melhoria das condições de vida da população”, disse Tarcísio em nota enviada à EXAME.
Crescimento do estoque de empregos formais
Além do volume de vagas, São Paulo registrou crescimento do estoque de empregos formais em todos os períodos analisados. A expansão foi de 0,14% em abril, 1,4% no acumulado dos quatro primeiros meses do ano e 1,61% nos últimos 12 meses.
O estado também alcançou o maior salário médio de admissão do Brasil em abril, com remuneração de R$ 2.693,01. O valor supera em 13% a média nacional, de R$ 2.386,56.
Na sequência aparecem o Distrito Federal, com salário médio de admissão de R$ 2.518,09, Santa Catarina, com R$ 2.427,82, e Rio de Janeiro, com R$ 2.370,83. Já a região Sudeste apresentou a maior média regional do país, com R$ 2.548,35.
De acordo com o governo estadual, a valorização dos salários é influenciada por fatores como o salário mínimo paulista, que deverá atingir R$ 1.874 em 2026. A administração estadual estima que o piso terá acumulado valorização próxima de 50% ao longo da atual gestão.
O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos em abril, com saldo de 20.393 vagas. Entre os segmentos de maior destaque estão Transporte, armazenagem e correio, com 8.651 postos criados, além de Administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais, com 7.157 vagas.
Também registraram desempenho positivo as áreas de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que somaram 2.268 empregos.
Na sequência aparecem a indústria geral, com saldo de 2.530 vagas, impulsionada principalmente pela indústria de transformação, responsável por 2.168 postos.
Os setores de construção, com 2.033 vagas, e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 1.011, completam a lista dos segmentos que mais contrataram no mês.
No Brasil, o saldo de empregos formais foi de 85.888 vagas em abril e de 699.762 no acumulado dos quatro primeiros meses do ano. Em 12 meses, o país registrou a criação de 1,05 milhão de postos de trabalho formais.
