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Inteligência ArtificialBDR
14/08/2026
5 min

Estes são os 24 países que mais usam inteligência artificial no mundo; veja a posição do Brasil

Levantamento da Microsoft mostra quais países têm maior proporção da população em idade ativa usando ferramentas de inteligência artificial e onde o Brasil aparece

Estes são os 24 países que mais usam inteligência artificial no mundo; veja a posição do Brasil

A inteligência artificial ganhou espaço entre profissionais, empresas e governos em diferentes partes do mundo, mas a velocidade de adoção varia bastante entre os países.

Um levantamento do AI Economy Institute, da Microsoft, mostra que 16,3% da população mundial em idade ativa utilizou alguma ferramenta de inteligência artificial generativa no segundo semestre de 2025. O índice considera pessoas que usaram produtos de IA no período, e não apenas aquelas que utilizam a tecnologia no trabalho. 

Para quem trabalha, isso importa porque a adoção de IA também está relacionada à transformação das atividades profissionais, desde produção de textos e análise de informações até programação, atendimento e automação de tarefas.

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Os 24 países que mais usam inteligência artificial

O levantamento da Microsoft analisou 147 economias e calculou a chamada difusão de IA, que representa a parcela da população em idade ativa que utilizou ferramentas de IA generativa no período.

No segundo semestre de 2025, os 24 primeiros colocados foram:

  1. Emirados Árabes Unidos: 64%
  2. Singapura: 60,9%
  3. Noruega: 46,4%
  4. Irlanda: 44,6%
  5. França: 44%
  6. Espanha: 41,8%
  7. Nova Zelândia: 40,5%
  8. Países Baixos: 38,9%
  9. Reino Unido: 38,9%
  10. Catar: 38,3%
  11. Austrália: 36,9%
  12. Israel: 36,1%
  13. Bélgica: 36%
  14. Canadá: 35%
  15. Suíça: 34,8%
  16. Suécia: 33,3%
  17. Áustria: 31,4%
  18. Coreia do Sul: 30,7%
  19. Hungria: 29,8%
  20. Dinamarca: 28,7%
  21. Alemanha: 28,6%
  22. Polônia: 28,5%
  23. Taiwan: 28,4%
  24. Estados Unidos: 28,3%

Os dados mostram que os líderes estão concentrados principalmente na Europa e em economias asiáticas e do Oriente Médio. Os Emirados Árabes Unidos aparecem com uma taxa de adoção mais de duas vezes superior à dos Estados Unidos, que ocupam a 24ª posição. 

Onde o Brasil aparece no ranking de inteligência artificial

O Brasil ficou na 58ª posição entre 147 economias, com uma taxa de difusão de 17,1% no segundo semestre de 2025.

O índice brasileiro havia sido de 15,6% no primeiro semestre. Isso representa um avanço de 1,5 ponto percentual em seis meses. 

Apesar de estar distante dos líderes, o Brasil aparece à frente de algumas grandes economias. No mesmo levantamento, a Índia registrou 15,7%, enquanto a China ficou em 16,3%.

Na América Latina, porém, o país não lidera. Colômbia, Chile e Argentina apresentaram taxas de 22%, 20,8% e 19,6%, respectivamente. 

Outro levantamento da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, a Cepal, reforça o peso do Brasil na região. Dados de tráfego de soluções de IA indicaram que Brasil, México, Colômbia, Peru, Argentina e Chile concentravam 86% das visitas a soluções de IA na América Latina e no Caribe em abril de 2025. 

O que explica a diferença entre os países?

A distância entre os países não está relacionada apenas à disponibilidade de aplicativos de IA. Infraestrutura digital, acesso à internet, capacidade computacional, qualificação profissional e desenvolvimento de empresas de tecnologia também influenciam a adoção.

O Banco Mundial identifica quatro elementos fundamentais para ampliar o acesso à inteligência artificial: conectividade, capacidade computacional, dados e competências. Segundo a instituição, países de renda alta ainda concentram boa parte da inovação, da infraestrutura computacional e dos investimentos em empresas de IA. 

No ambiente profissional, isso significa que a simples disponibilidade de uma ferramenta não garante que ela seja incorporada aos processos de uma empresa.

Para profissionais, entender como a IA funciona e onde aplicá-la pode ser tão importante quanto saber utilizar uma ferramenta específica. O conhecimento pode envolver desde criação de prompts até análise crítica das respostas e identificação de tarefas que podem ser automatizadas.

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A adoção de IA está crescendo, mas de forma desigual

A Microsoft também identificou uma diferença significativa entre países do chamado Norte Global e Sul Global.

No segundo semestre de 2025, 24,7% da população em idade ativa do Norte Global utilizava ferramentas de IA generativa, contra 14,1% no Sul Global. A diferença aumentou em relação ao primeiro semestre. 

O cenário ajuda a explicar por que países com grande capacidade tecnológica nem sempre apresentam as maiores taxas de uso proporcional.

Os Estados Unidos, por exemplo, continuam sendo um dos principais centros mundiais de desenvolvimento de modelos, infraestrutura e investimentos em inteligência artificial. Ainda assim, aparecem apenas na 24ª posição quando o indicador utilizado é a proporção da população que usa IA.

O dado mostra que liderança tecnológica e adoção da população são métricas diferentes.

O que isso significa para quem trabalha

Para profissionais, o ranking pode ser lido menos como uma competição entre países e mais como um indicador de transformação do mercado de trabalho.

A adoção de inteligência artificial tende a aumentar a exposição dos trabalhadores a ferramentas capazes de auxiliar em atividades como:

  • produção e revisão de textos;
  • pesquisa e síntese de informações;
  • análise de dados;
  • programação;
  • atendimento ao cliente;
  • criação de apresentações;
  • tradução;
  • automação de tarefas repetitivas.

O uso profissional, entretanto, exige mais do que saber fazer uma pergunta a um chatbot. É necessário compreender limitações, qualidade das respostas, segurança dos dados e contexto de aplicação.

Um profissional de marketing, por exemplo, pode utilizar IA para estruturar uma pesquisa ou gerar versões iniciais de um texto. A validação das informações, a definição da estratégia e a decisão final continuam dependendo de avaliação humana.

Como acompanhar essa transformação

Uma forma prática de acompanhar a evolução da tecnologia é observar três frentes: quais ferramentas estão sendo incorporadas às atividades da própria profissão, quais tarefas podem ser automatizadas e quais competências continuam exigindo julgamento humano.

Também vale acompanhar os indicadores de adoção. O relatório da Microsoft mostra que o uso global continua crescendo, mas de maneira desigual entre regiões. 

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AutorBianca Bezerra Pinto
FonteExame
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