Estreito de Ormuz terá taxas de navegação cobradas pelo Irã, diz governo

O governo do Irã afirmou nesta segunda-feira, 15, que continuará exercendo controle sobre a navegação no Estreito de Ormuz e passará a cobrar taxas de embarcações que utilizarem a rota estratégica após o acordo firmado com os Estados Unidos para encerrar a guerra iniciada em fevereiro.
A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, um dia após Washington e Teerã anunciarem um entendimento preliminar para encerrar o conflito e reabrir a principal passagem marítima para o transporte global de petróleo.
Segundo Baqaei, o Irã não pretende criar um sistema de pedágio para a travessia, mas cobrará valores relacionados a serviços prestados aos navios.
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"Sempre afirmamos que não buscamos arrecadar pedágios de trânsito, mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguros marítimos e outros serviços necessários", afirmou.
A reabertura do Estreito de Ormuz é um dos principais pontos do acordo anunciado por Estados Unidos e Irã. A via marítima conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e era responsável por cerca de 20% das exportações globais de petróleo antes do conflito.
O bloqueio imposto por Teerã após o início da guerra interrompeu o tráfego de centenas de embarcações e provocou alta nos preços da energia. Com o anúncio do acordo, os contratos internacionais de petróleo registraram queda, refletindo a expectativa de normalização do fluxo comercial.
Apesar do entendimento, ainda não foram divulgados os detalhes completos do memorando que será assinado oficialmente na próxima sexta-feira, na Suíça. Autoridades iranianas já indicaram que os navios continuarão sujeitos à supervisão conjunta do Irã e de Omã durante a travessia.
*Com AFP
