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Sacre Investimentos
Mundo
25/06/2026
5 min

EUA anuncia envio de US$ 150 milhões à Venezuela após terremotos

EUA anuncia envio de US$ 150 milhões à Venezuela após terremotos

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 25, o envio de US$ 150 milhões em assistência humanitária à Venezuela após os terremotos que atingiram o país na noite desta quarta-feira, 24. O pacote inclui recursos financeiros, equipes especializadas de busca e resgate e apoio logístico para atender às áreas afetadas pelo desastre.

O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado americano, que informou que o presidente Donald Trump autorizou uma resposta emergencial do governo dos EUA para apoiar as operações de resgate e colaborar com as autoridades venezuelanas.

Do total anunciado, o órgão americano afirma que US$ 50 milhões serão destinados a novos acordos bilaterais com organizações que atuam na Venezuela. Outros US$ 100 milhões serão direcionados ao fundo humanitário da Venezuela administrado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Além do apoio financeiro, os Estados Unidos anunciaram o envio de uma equipe regional de resposta a desastres (DART), formada por especialistas em emergências, e duas equipes de busca e resgate urbano. Os grupos são compostos por bombeiros, médicos, engenheiros estruturais e especialistas em busca com cães.

O governo americano também informou que trabalha em conjunto com o Departamento de Guerra para garantir transporte de equipamentos e profissionais para as regiões atingidas.

Mobilização internacional

O envio de ajuda americana ocorre em meio a uma mobilização internacional após os terremotos que atingiram a Venezuela. Países da América Latina e da Europa também anunciaram apoio às operações de emergência.

Países como México, El Salvador, Equador, República Dominicana e Cuba ofereceram solidariedade e assistência. Cuba informou que equipes médicas já estavam atuando nas áreas afetadas.

França, Espanha, Alemanha, Suíça e Holanda também anunciaram o envio de equipes ou recursos para auxiliar nos trabalhos de resgate.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação e consternação com os dois terremotos ocorridos na noite desta quarta-feira, 24, e que atingiram a Venezuela. Lula determinou que o Ministério das Relações Exteriores "avalie a situação do país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar". O número de mortos confirmados no país vizinho chega a 164 na manhã desta quinta-feira.

"Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação de áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades", disse Lula em um texto publicado em suas redes sociais.

Já o Itamaraty se manifestou em nota, na qual expressa pesar pelas perdas causadas pelos sismos. "O Governo brasileiro manifesta pesar pelas perdas causadas em decorrência dos terremotos que atingiram o território da Venezuela no dia de hoje, 24 de junho. Até o momento, os sismos resultaram em danos à infraestrutura local e deslocamento de contingentes populacionais".

188 mortos e 1520 feridos

Nesta quinta-feira, foram confirmados 188 mortos e 1.520 feridos pelos abalos sísmicos, segundo o chefe do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez.

O número de vítimas aumentou em relação ao balanço anterior, que indicava 164 mortos e 971 feridos. As autoridades ainda acompanham os trabalhos de resgate em áreas afetadas, onde há relatos de pessoas desaparecidas sob escombros.

Doisterremotos consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o território venezuelano na noite de quarta-feira. A região de La Guaira, no litoral norte do país, foi uma das mais afetadas e foi declarada pelo governo interino como "zona de desastre".

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Os novos balanço amplia significativamente os dados iniciais apresentados pelas autoridades, que mencionavam 32 mortes e mais de 700 feridos nas primeiras horas após os abalos.

Catia la Mar concentra destruição e pedidos de ajuda

Em Catia la Mar, uma das localidades mais atingidas, moradores relataram à AFP destruição de edifícios residenciais e dificuldades para localizar familiares presos sob os escombros. A cidade, localizada a cerca de 40 minutos de Caracas e próxima ao aeroporto internacional de Maiquetía, teve dezenas de construções danificadas.

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Moradores passaram a noite nas ruas e relataram falta de eletricidade e água. Equipes de resgate atuaram entre os prédios destruídos enquanto familiares buscavam informações sobre desaparecidos.

"Precisamos que venham nos ajudar. Há gente viva ali, há gente morta", disse Paola Sanoja, moradora de 31 anos, ao relatar a situação de um edifício danificado onde um familiar estava desaparecido, à agência de notícias.

Em alguns pontos, prédios permaneceram parcialmente de pé, mas com grandes rachaduras e estruturas comprometidas. Outros imóveis foram completamente reduzidos a escombros.

Resgate enfrenta falta de equipamentos

Socorristas e moradores participaram das buscas, mas equipes locais pediram reforço de equipamentos técnicos para acelerar os trabalhos. José Pacheco, chefe de operações do Grupo Rescate Unido de Venezuela, afirmou que a ajuda especializada era uma das principais necessidades nas áreas afetadas.

"O que está faltando é ajuda, principalmente com os equipamentos técnicos", declarou o socorrista, que afirmou nunca ter presenciado uma situação semelhante em três décadas de atuação, à AFP.

Em Playa Grande, moradores tentavam resgatar uma menina que estaria presa sob os escombros de uma residência. Segundo relatos, a comunidade aguardava a chegada de máquinas para auxiliar na retirada das vítimas.

*Com AFP

AutorPaloma Lazzaro
FonteExame
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