EUA bombardeiam Irã pelo 2º dia, e Teerã amplia ataques a bases americanas

As forças dos Estados Unidos bombardearam o Irã nesta segunda-feira, 13, pelo segundo dia consecutivo, enquanto Teerã anunciou ataques contra bases militares americanas em países do Golfo.
A escalada do conflito aumenta a tensão no Oriente Médio e elevou em mais de 4% os preços do petróleo.
Segundo Washington, os bombardeios tiveram como alvo sistemas de defesa aérea, radares, mísseis, drones e embarcações iranianas com o objetivo de impedir que o Irã bloqueie o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
A Guarda Revolucionária informou ter lançado ataques contra a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones no Bahrein, duas bases aéreas no Kuwait e instalações militares americanas em Omã. No domingo, o Irã já havia reivindicado ataques contra uma base dos Estados Unidos no Catar.
O Exército do Kuwait confirmou que precisou responder a "objetos aéreos hostis" que atingiram seu espaço aéreo.
Escalada ameaça trégua
Os novos confrontos ocorrem poucas semanas após Estados Unidos e Irã anunciarem, em 17 de junho, um protocolo de acordo que previa uma trégua de 60 dias para negociar o fim da guerra iniciada em fevereiro. A retomada dos ataques coloca esse entendimento em risco.
A imprensa estatal iraniana informou que forças americanas bombardearam regiões do sul e do oeste do país, incluindo Bandar Abbas e a ilha de Qeshm, próximas ao Estreito de Ormuz. Em Mahshahr, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas, segundo autoridades locais.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a ofensiva americana e acusou Washington de comprometer os esforços diplomáticos para restabelecer a paz na região.
A nova escalada acontece após um ataque iraniano, no domingo, contra um navio comercial que navegava pelo Estreito de Ormuz. O episódio reforçou temores sobre interrupções no fluxo de energia pela região, provocando forte alta no preço do petróleo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo "acabou" após os ataques iranianos contra embarcações na área, considerada uma das principais rotas do comércio global de combustíveis.
