EUA cancelam vistos de autoridades e juízes da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru
Medida integra compromissos do Escudo das Américas, aliança criada por iniciativa de Trump em março deste ano

RESUMO +
O governo dos Estados Unidos cancelou nesta segunda-feira, 28, os vistos de juízes, altos funcionários e empresários da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru acusados de corrupção, narcotráfico ou conspiração contra seus governos. Segundo o órgão diplomático Departamento de Estado americano, a restrição também alcança familiares diretos e integra compromissos da aliança regional Escudo das Américas.
Os Estados Unidos cancelaram nesta segunda-feira, 28, os vistos de juízes, altos funcionários e empresários daBolívia, Colômbia, Equador e Peruacusados de corrupção, vínculos com o narcotráfico ou conspiração contra seus respectivos governos.
A medida, que também afeta os familiares diretos das autoridades, faz parte dos compromissos assumidos na aliança Escudo das Américas, criada por iniciativa do presidente Donald Trump em março deste ano. O grupo reúne cerca de 15 países da região.
"Sob o governo Trump, funcionários estrangeiros corruptos já não podem entrar livremente nos Estados Unidos", afirmou o texto.
Segundo o Departamento de Estado americano, a política restringe a entrada de estrangeiros que, por meio de corrupção ou narcotráfico, "enfraqueçam um governo eleito democraticamente". O órgão afirmou ainda que essas ações representam uma ameaça à segurança e ao Estado de Direito nas Américas.
Líderes da aliança se reuniram na semana passada à margem da Assembleia Geral da ONU e reafirmaram a disposição de adotar "medidas coletivas", com um primeiro conjunto de sanções contra 24 grupos criminosos.
Quem são os sancionados?
Na Bolívia, estão entre os sancionados o magistrado constitucional Israel Ramiro Campero, o ex-magistrado Iván Ramiro Campero, o juiz de instrução Rodrigo Vedia e os promotores Albania Chane e Alberto Zeballos. Também foram incluídos a juíza Rosario Flores, o promotor Alvaro Nava, o coronel da polícia Frans Cabrera e o empresário José Luis Iriarte.
O Departamento de Estado também escolheu publicamente o procurador-geral boliviano Roger Mariaca por seu suposto envolvimento em corrupção significativa. Segundo o órgão, as ações atribuídas a ele colocam em risco os esforços de Trump contra o narcoterrorismo e enfraquecem instituições democráticas da Bolívia.
"Suas ações põem em risco os esforços do presidente Trump para combater o narcoterrorismo e, ao mesmo tempo, enfraquecem as próprias instituições democráticas da Bolívia", explicou o departamento.
Na Colômbia, os afetados são o empresário do setor de energia Euclides Torres e Martha Isabel Peralta, senadora do Pacto Histórico. No Peru, a medida atingiu Juan Carlos Núñez, juiz do primeiro circuito constitucional de Lima.
O Departamento de Estado pode divulgar os nomes das pessoas cujos vistos são revogados ou mantê-los em sigilo.
Os quatro países fazem parte do Escudo das Américas. Na semana passada, líderes da aliança se reuniram à margem da Assembleia Geral da ONU e reafirmaram a disposição de adotar "medidas coletivas". O primeiro conjunto de sanções anunciado pelo grupo atingiu 24 organizações criminosas.
Com AFP
