EUA iniciam nova rodada de ataques ao Irã neste domingo

Os Estados Unidos iniciaram uma nova série de ataques ao Irã na noite deste domingo, 12, com o objetivo de evitar que o país do Oriente Médio bloqueie a circulação de navios no Estreito de Ormuz.
"Às 5 PM ET (18h em Brasília) de hoje, as forças do Comando Central dos Estados Unidos começaram a lançar mais ataques contra o Irã, para continuar a degradar sua habilidade de atacar civis e navios comerciais transitando pelo Estreito de Hormuz", diz um comunicado, postado na rede social X.
"O comandante-em-chefe [o presidente Donald Trump] direcionou os ataques para responsabilizar as forças iranianas", afirma o Centcom.
Os EUA iniciaram uma nova série de ataques contra o Irã na semana passada, depois que Trump disse considerar que o cessar-fogo entre os dois países estava acabado. No entanto, as negociações continuam.
As causas da guerra
Os americanos dizem ter como principal objetivo impedir que os iranianos obtenham uma bomba nuclear, e fizeram uma série de ataques ao país desde o ano passado para destruir a capacidade militar do país.
Em resposta, o Irã atacou bases americanas em países do Oriente Médio, como Catar e Emirados Árabes, e bloqueou a circulação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo.
Irã anunciou fechamento de Ormuz
Mais cedo neste domingo, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) haviaanunciado o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado após a ofensiva americana contra 140 alvos militares em território iraniano. O grupo também informou ter efetuado disparos de advertência contra embarcações que tentavam cruzar a passagem por rotas não autorizadas.
De acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO, um incidente registrado neste domingo ocorreu a cerca de 17 quilômetros da Península de Musandam, em Omã. O ataque provocou um incêndio a bordo da embarcação GFS Galaxy, levando a tripulação a abandonar o navio em um bote salva-vidas.
As autoridades de Omã informaram que 23 tripulantes foram resgatados, enquanto as buscas por uma pessoa desaparecida seguem em andamento.Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que diversas embarcações ignoraram avisos das forças iranianas e que uma delas foi atingida por tiros de advertência após desligar seus sistemas de identificação.
O grupo reiterou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado "até segunda ordem" e "até a conclusão das operações dos Estados Unidos na região", acrescentando que nenhuma embarcação será autorizada a atravessar a passagem.
Do outro lado, militares dos Estados Unidos afirmaram neste domingo, 12, que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação e contestaram a declaração do Irã de que teria fechado a estratégica rota marítima.
Em comunicado divulgado pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), o governo americano disse queTeerã "não controla o estreito" e garantiu que o tráfego de embarcações continua normalmente.
"O Estreito de Ormuz está aberto a todas as embarcações que buscam transitar legalmente por essa via navegável internacional. As forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão, do assédio, das ameaças e das declarações arbitrárias injustificadas do Irã. O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo", declarou o Centcom.
Escalada de ataques
OIrã também ampliou neste domingo sua ofensiva militar no Oriente Médio ao lançar mísseis e drones contra países do Golfo, em mais um episódio de escalada das tensões na região. Os ataques atingiram Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Omã e Jordânia.
A tensão aumentou ao longo do dia depois que Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos relataram ataques aéreos contra seus territórios. Explosões também foram registradas no Catar. As autoridades de Doha afirmaram ter interceptado mísseis, enquanto o governo iraniano declarou que atacou uma base aérea americana no emirado em resposta aos ataques contínuos dos Estados Unidos.
A Guarda Revolucionária também informou ter destruído bases de apoio logístico a porta-aviões americanos no porto de Duqm, em Omã. O governo omanense condenou a ofensiva "com máxima firmeza", segundo a agência oficial de notícias ONA.
A Jordânia informou ter sido alvo de três mísseis iranianos neste domingo, mas afirmou que os projéteis não causaram danos.
