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MundoCMDT
07/07/2026
2 min

EUA voltam a sancionar petróleo iraniano após ataques no Estreito de Ormuz

EUA voltam a sancionar petróleo iraniano após ataques no Estreito de Ormuz

Após ataques no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos revogaram nesta terça-feira, 7, a suspensão das sanções impostas ao petróleo iraniano, que havia sido aprovada no dia 21 de junho.

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou o cancelamento da Licença Geral X e sua substituição pela Licença Geral X1, restabelecendo as restrições à produção, venda, entrega e comercialização de petróleo bruto, derivados e produtos petroquímicos de origem iraniana.

A nova licença entrou em vigor imediatamente e prevê apenas um período de transição para encerramento de operações anteriormente autorizadas. Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), empresas terão até 17 de julho, à 0h01 (horário da Costa Leste dos EUA) para concluir transações necessárias ao encerramento de contratos já autorizados.

O Departamento do Tesouro ressaltou que a autorização temporária se limita exclusivamente ao encerramento dessas operações. "Exceto na medida ordinariamente necessária para o encerramento de transações previamente autorizadas pela Licença Geral X, o parágrafo (b) não autoriza quaisquer novas transações, incluindo compras ou carregamentos desses produtos a partir de 7 de julho", afirma o documento.

A licença também determina que eventuais pagamentos destinados a pessoas ou entidades bloqueadas pelas sanções sejam depositados em contas bloqueadas e remuneradas localizadas nos Estados Unidos.

Revogação ocorre após novos ataques no Estreito de Ormuz

A decisão foi anunciada no mesmo dia em que a ameaça à navegação comercial no Estreito de Ormuz foi elevada ao nível "severo" por uma coalizão naval liderada pelos Estados Unidos.

Segundo o Joint Maritime Information Center (JMIC), houve novos ataques iranianos contra navios que utilizavam um corredor marítimo protegido pela Marinha americana próximo à costa de Omã. O centro alertou que ações hostis deliberadas por parte do Irã são consideradas "prováveis nas condições atuais".

O acordo provisório firmado entre Washington e Teerã em 17 de junho previa a passagem segura de embarcações comerciais pelo estreito. No entanto, de acordo com o JMIC, o Irã voltou a atacar navios que utilizavam a rota protegida pelos Estados Unidos.

Nesta terça-feira, o Catar atribuiu ao Irã um ataque contra o navio de gás natural liquefeito Al-Rekayyat nas proximidades do estreito e pediu que Teerã interrompa ações que coloquem em risco o abastecimento global de energia.

AutorPaloma Lazzaro
FonteExame
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