Ex-engenheiro da Microsoft usa Claude Code e Codex para construir uma startup sem sócio nem VC
Junead Khan deixou um cargo de mais de US$ 200 mil por ano para criar a Treasury, ferramenta de orientação financeira com IA, e hoje trabalha sozinho no projeto

O engenheiro de software Junead Khan, de 25 anos, deixou na Microsoft um emprego que rendia mais de US$ 200 mil por ano, incluindo bônus e ações, para tocar uma startup por conta própria. Em Seattle, nos Estados Unidos, ele desenvolve a Treasury, ferramenta de orientação financeira com inteligência artificial, sem sócio técnico e sem investimento de venture capital.
A empresa já gerou mais de US$ 6 mil em receita, mas ainda está em estágio inicial. O caso, relatado pela Business Insider, mostra como ferramentas de IA mudam o esforço necessário para tirar um produto do papel.
Como a Treasury saiu do papel
Khan teve a ideia da Treasury no último ano da faculdade e começou a desenvolvê-la antes de entrar na Microsoft. Ele descreve o produto como um coach financeiro com IA e manteve o projeto em paralelo ao emprego.
Formado em ciência da computação e bioestatística pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, ele fez estágio no Google, trabalhou no JPMorgan e foi contratado pela Microsoft em 2023, segundo a Storyboard18.
Antes de sair, inscreveu-se em aceleradoras de startups, entre elas a Y Combinator, com a intenção de deixar o emprego caso fosse aceito. Também esperou receber ações e bônus da Microsoft antes de pedir demissão.
Segundo ele, ferramentas de programação com IA, como Claude Code e Codex, deram confiança para seguir sem cofundador. Esses sistemas geram e revisam código a partir de instruções em texto, o que reduz parte do trabalho manual de quem desenvolve software.
Como aprender a usar IA na prática profissional
O caso de Khan envolve programação, mas a discussão vale para outras áreas, já que a IA passou a fazer parte de rotinas como análise de dados, redação e prototipagem. Entender o que essas ferramentas fazem, e quais são seus limites, ajuda a usá-las com critério.
Para quem deseja começar a estudar o tema, o Pré-MBA em IA da Saint Paul, em parceria com a EXAME, é uma possibilidade, com formato online e foco em prática.
O que pesou na decisão
Em um vídeo publicado nas redes, Khan mostra a conversa em que comunica a saída ao gestor, que a chama de um grande passo e diz que sentirá falta dele. Segundo o engenheiro, o motivo foi o medo de se arrepender por não tentar.
O que os números indicam
Os mais de US$ 6 mil em receita indicam tração inicial. Como o dinheiro que o negócio gera fica na empresa, Khan segue vivendo das economias pessoais acumuladas antes de sair da Microsoft e continua sendo a única pessoa trabalhando na Treasury.
Sem investidores, o ritmo de crescimento depende da receita reinvestida e do trabalho de uma só pessoa. O caso ilustra uma mudança no desenvolvimento de software, mas a viabilidade da Treasury ainda precisa ser comprovada pelo crescimento do faturamento.
