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EXAME AgroCMDT
11/06/2026
2 min

Exportações de café do Brasil sobem 3,6% em maio, mas receita cai 16%

Exportações de café do Brasil sobem 3,6% em maio, mas receita cai 16%

As exportações brasileiras de café aumentaram 3,6% em maio deste ano em relação ao mesmo mês de 2025, somando 3,089 milhões de sacas de 60 quilos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 11, pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Apesar do avanço nos embarques, a receita cambial recuou 16% na comparação anual, totalizando US$ 1,05 bilhão.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de cafés canéforas (conilon e robusta), que saltaram 193% em relação a maio de 2025, atingindo 601,7 mil sacas. Por outro lado, os embarques de café arábica caíram 11,9%, para 2,1 milhões de sacas.

“A leve alta em maio reflete a entrada de cafés colhidos já neste ano, principalmente os canéforas, movimento que deveremos observar com os arábicas a partir dos próximos meses também”, afirmou o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil exportou 14,7 milhões de sacas, queda de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita cambial atingiu US$ 5,5 bilhões, retração de 14,6% frente aos US$ 6,4 bilhões registrados em igual período de 2025.

No ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e maio de 2026, o Brasil exportou 35,4 milhões de sacas, queda de 18% em relação ao ciclo anterior.

A receita cambial, por sua vez, somou US$ 13,61 bilhões, praticamente estável, com recuo de apenas 0,7%, sustentada pelos preços ainda elevados do café no mercado internacional.

Principais países

Entre os principais compradores do café brasileiro de janeiro a maio, a Alemanha manteve a liderança, com 1,91 milhão de sacas importadas, seguida pelos Estados Unidos, com 1,77 milhão. Itália, Bélgica e Japão completam a lista dos cinco maiores destinos.

Os embarques para os Estados Unidos, entretanto, apresentaram forte retração de 38,4% no acumulado do ano, refletindo um ambiente de incertezas comerciais.

Segundo Márcio Ferreira, questões geopolíticas, gargalos logísticos nos portos brasileiros e indefinições sobre a política tarifária norte-americana seguem pressionando os negócios do setor.

AutorCésar H. S. Rezende
FonteExame
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