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Sacre Investimentos
InvestMercadosCMDT
31/07/2026
4 min

Exxon e Chevron lucram com alta dos preços do petróleo devido à guerra no Irã

Alta do petróleo impulsiona receitas, mas só a Chevron superou as expectativas do mercado

Exxon e Chevron lucram com alta dos preços do petróleo devido à guerra no Irã

A disparada do petróleo foi o principal motor dos balanços divulgados nesta sexta-feira, 31, por Exxon e Chevron. Entre abril e junho, o barril do West Texas Intermediate (WTI) fechou, em média, a US$ 92,45, alta de 27% em relação ao primeiro trimestre, impulsionado pela instabilidade da guerra no Irã.

O cenário elevou as receitas das duas petroleiras americanas muito acima das expectativas, mas a reação dos investidores foi distinta. Enquanto as ações da Chevron (CVX) avançavam levemente, a 0,64%, os papéis da Exxon (XOM) caíam cerca de 1,70% por volta das 10h40 (horário de Brasília).

A Chevron entregou lucro ajustado de US$ 6,06 por ação, US$ 0,50 acima do consenso da LSEG. Já a Exxon, embora tenha registrado um lucro líquido maior em termos absolutos, decepcionou ao reportar lucro ajustado de US$ 3,52 por ação, US$ 0,08 abaixo do esperado. As informações são da CNBC.

Refino pesa apesar de forte recuperação na Exxon

O CEO da Exxon, Darren Woods, vê que o principal obstáculo do trimestre foi o negócio de refino. Em entrevista ao programa Squawk Box, da emissora estadunidense, ele afirmou que a volatilidade dos preços do petróleo e dos combustíveis dificultou a operação da divisão.

"Temos tantas rupturas. Foi particularmente difícil, especialmente para o nosso negócio de refino. Era difícil prever os preços que praticaríamos nesse segmento. Foi aí que ocorreu o desvio em relação às expectativas", detalhou.

Apesar da pressão, o segmento mostrou forte recuperação. O refino lucrou US$ 5,5 bilhões no trimestre, revertendo o prejuízo de US$ 1,3 bilhão registrado entre janeiro e março e superando os US$ 1,4 bilhão obtidos um ano antes, devido ao uso das refinarias da Costa do Golfo e à produção recorde de diesel.

No consolidado, a Exxon reportou lucro líquido de US$ 14,5 bilhões, mais que o dobro dos US$ 7,1 bilhões registrados no segundo trimestre de 2025. A receita alcançou US$ 116 bilhões, bem acima da expectativa de US$ 97,8 bilhões.

Chevron supera expectativas em todas as frentes

A Chevron registrou lucro líquido de US$ 12 bilhões, quase cinco vezes superior aos US$ 2,5 bilhões de um ano antes. A receita chegou a US$ 70 bilhões, também acima da previsão de US$ 62 bilhões.

O CEO Mike Wirth resumiu o momento da empresa em entrevista à CNBC. "Estamos operando a todo vapor, o que é bom, porque o mundo precisa disso", relatou.

A Chevron também bateu recordes de produção. Nos Estados Unidos, atingiu quase dois milhões de barris por dia, enquanto a produção global chegou a quatro milhões de barris diários, avanço de 20% em relação a igual período de 2025.

O refino acompanhou esse desempenho. A divisão lucrou US$ 4,9 bilhões, alta de mais de 500% frente aos US$ 737 milhões registrados um ano antes, beneficiada pela valorização da gasolina e do diesel.

Produção também cresce na Exxon

Na exploração e produção (upstream), a Exxon também teve um trimestre histórico. Ao todo, a produção global somou 4,5 milhões de barris por dia, enquanto o lucro da divisão avançou para US$ 7,9 bilhões, ante US$ 5,4 bilhões no segundo trimestre do ano passado.

Na Chevron, o upstream também ganhou força. O lucro da área triplicou em relação ao ano anterior, passando de US$ 2,7 bilhões para US$ 8,2 bilhões.

Conflito no Oriente Médio segue no radar

Wirth pontuou, neste sentido, que o risco para o abastecimento global já vai além do Estreito de Ormuz. O executivo afirmou que os houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen, ampliaram os ataques para o Mar Vermelho, corredor estratégico para as exportações de petróleo da Arábia Saudita.

"A situação está sob tensão e receio que continue assim. O tempo está se esgotando. A cada dia que passa, a situação fica mais difícil", acrescentou.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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