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16/07/2026
3 min

Famoso investigador diz que todas as carteiras de criptomoedas em hardware são ‘lixo’

Famoso investigador diz que todas as carteiras de criptomoedas em hardware são ‘lixo’

O investigador de blockchain ZachXBT gerou polêmica nas redes sociais ao dizer que todas as carteiras de criptomoedas baseadas em hardware são “lixo”. O famoso “ciberdetetive” criticou especialmente a Ledger, que é a maior empresa do mundo no segmento.

“Opinião polêmica: todas as carteiras digitais de hardware são um lixo completo e eu não recomendo usá-las para tarefas importantes, como assinar transações ou armazenar fundos”, escreveu em seu canal no Telegram.

Carteiras digitais de hardware, também chamadas de “carteiras frias”, são dispositivos físicos que permitem armazenar e validar transações com criptomoedas sem precisar acessar a internet. Muitos investidores preferem guardar suas moedas digitais em carteiras assim por considerar que são mais seguras do que deixar o dinheiro em corretoras cripto ou carteiras de navegador de internet.

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Como elas não estão conectadas à rede, o risco associado a elas é a perda do dispositivo ou da chave de 12 a 24 palavras, que é irrecuperável e é a única coisa que permite o acesso aos ativos.

Postagem de ZachXBT em seu canal no Telegram

Postagem de ZachXBT em seu canal no Telegram

iPhone antigo como carteira cripto

De acordo com Zach, a melhor opção para o investidor que busca segurança é ter um iPhone separado com a finalidade única de servir como sua carteira de hardware.

Para fazer isso, o usuário precisa resetar um iPhone antigo para as configurações de fábrica. Depois disso, baixar um aplicativo como BlueWallet, Electrum, Sparrow, Nunchuck, Green Wallet, Rabby ou imToken, desconectar o celular da internet, apagar a memória do WiFi e negar nos aplicativos a possibilidade de conexão à rede.

Uma precaução adicional interessante é desligar o bluetooth e remover o chip SIM. A partir daí, o usuário gera sua chave de 12 a 24 palavras e a anota em papel em um lugar seguro, pois não pode perdê-la.

Se a carteira escolhida permitir a assinatura de transações via leitura de QR Code, será possível utilizar o smartphone daí em diante para pagar ou fazer transferências com cripto. Os aplicativos no celular servem apenas para validar as operações e funcionar como "cofre” dos tokens.

A vantagem de usar o iPhone é que ele possui criptografia de armazenamento e configurações de segurança que protegem os dados contidos nos apps de criptoativos.

Polêmica com a Ledger

No ponto mais polêmico, Zach disse que a Ledger é a pior de todas as carteiras de hardware, reclamando que a plataforma Ledger Live, utilizada para fazer operações com os ativos armazenados na wallet, recebe atualizações frequentes na interface e nos aplicativos. Isso ocorre, segundo o investigador, sem nenhum motivo aparente.

A Ledger é a maior fabricante de dispositivos físicos de carteiras de criptomoedas do mundo, e armazena cerca de 20% de todos os criptoativos que existem hoje no mercado.

Quem é ZachXBT?

O “ciberdetetive” ZachXBT é um investigador anônimo que ganhou notoriedade ao alertar a comunidade cripto e autoridades sobre grandes roubos de criptomoedas. Em 2022, ele revelou fraudes que chegaram a US$ 250 milhões.

No ano passado, Zach identificou o grupo de hackers norte-coreano Lazarus Group como responsável pelo roubo de US$ 1,5 bilhão em um ataque à corretora Bybit.

Já em janeiro de 2026, o investigador conectou John Daghita, conhecido online como “Lick”, a mais de US$ 46 milhões em criptomoedas desviadas de carteiras que o pai de Daghita administrava para autoridades dos Estados Unidos.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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