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Sacre Investimentos
EmpresasACS
18/09/2026
3 min

Fasa (FASA3), ex-Fictor, propõe grupamento de 37 ações para 1; acionistas votam em outubro

A Fasa, antes conhecida como Fictor Alimentos, que está em recuperação judicial, convocou uma assembleia geral extraordinária para votar uma proposta de grupamento da totalidade de suas ações na proporção de 37 para 1, sem alteração do capital social. A reunião será realizada em 20 de outubro, às 10h, exclusivamente em formato digital. Caso a […]

Fasa (FASA3), ex-Fictor, propõe grupamento de 37 ações para 1; acionistas votam em outubro

A Fasa, antes conhecida como Fictor Alimentos, que está em recuperação judicial, convocou uma assembleia geral extraordinária para votar uma proposta de grupamento da totalidade de suas ações na proporção de 37 para 1, sem alteração do capital social.

A reunião será realizada em 20 de outubro, às 10h, exclusivamente em formato digital.

Caso a proposta seja aprovada, cada lote de 37 ações será convertido em uma ação da mesma espécie. A convocação foi divulgada nesta sexta-feira (18).

Os acionistas também vão deliberar sobre alterações no estatuto social para refletir o novo número de ações e o ajuste do limite de ações do capital autorizado, além de autorizar a administração a implementar as decisões da assembleia.

A participação poderá ocorrer por boletim de voto a distância ou pela plataforma Atlas AGM. Para acompanhar a reunião pela plataforma, os acionistas deverão se cadastrar e apresentar a documentação exigida até as 10h de 18 de outubro.

O edital não informa a data de início da negociação das ações grupadas nem detalha o tratamento de eventuais frações. O manual de participação e a proposta da administração estão disponíveis nos sites de relações com investidores da companhia, da CVM e da B3.

Mudança de nome e recuperação judicial

Em agosto, a empresa anunciou a mudança de nome. A mudança decorre da alteração da denominação social da companhia para FASA S.A. – Em Recuperação Judicial, aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 12 de agosto. O comunicado foi divulgado nesta sexta-feira (21).

Segundo a empresa, a troca teve caráter exclusivamente cadastral e operacional. Não haverá alteração na quantidade de ações, nas características ou nos direitos dos papéis, no capital social ou na posição dos acionistas.

Da Atom à Fictor — e agora FASA

A mudança encerra, ao menos no nome e no código de negociação, um ciclo que começou em 2024, quando a Fictor e a Aqwa Capital adquiriram o controle da Atom Participações, companhia que já tinha ações negociadas na B3.

O grupo Fictor havia apresentado a divisão de alimentos como uma das principais frentes de crescimento. Em 2025, a holding também avançou em outras áreas, incluindo a FictorPay e uma tentativa de aquisição do Banco Master.

Fictor Alimentos entrou em recuperação judicial

A mudança de nome ocorre em meio a uma fase conturbada para a companhia e seu controlador.

A Fictor Alimentos pediu, em fevereiro deste ano, para ser incluída na recuperação judicial da Fictor Holding.

Inicialmente, a companhia não fazia parte do pedido apresentado pela controladora, mas posteriormente afirmou que os efeitos da crise, como restrições de crédito, revisão de limites por instituições financeiras e impactos nas relações comerciais, justificavam sua inclusão no processo.

Fictor Holding em recuperação judicial

A Fictor entrou em recuperação judicial em meio a uma crise de liquidez desencadeada por uma corrida de resgates de investidores. Segundo a decisão da Justiça de São Paulo, os pedidos de resgate chegaram a cerca de 71,38% do capital investido, ou aproximadamente R$ 3 bilhões, depois que o grupo passou a ser associado a problemas financeiros envolvendo a tentativa de aquisição do Banco Master.

Ao aceitar o processamento da recuperação judicial, a Justiça apontou inconsistências contábeis, ausência de documentos, estrutura financeira atípica, indícios de confusão patrimonial e a existência de um “caixa único” entre empresas do grupo. A decisão também citou indícios de irregularidades e determinou a atuação da PwC como watchdog, com poderes para acompanhar as operações e acessar dados financeiros e sistemas internos.

AutorPasquale Augusto
FonteMoney Times
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