FIDCs: Os fundos de renda fixa que dependem pouco da Selic; conheça um ativo para prestar atenção

Pouco conhecidos do investidor de varejo até poucos anos atrás, os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) vêm ampliando sua relevância no mercado brasileiro. Segundo projeções da Ouro Preto Investimentos, a classe, que atingiu R$ 594 bilhões em valor de marcado no ano de 2024, pode alcançar R$ 2,8 trilhões até 2030.
A expansão coincide com a abertura do segmento a um público mais amplo. Até 2022, os FIDCs eram destinados apenas aos chamados investidores qualificados, categoria que inclui pessoas com mais de R$ 1 milhão aplicados no mercado financeiro ou profissionais certificados.
Ao longo deste texto, você entenderá como funcionam os FIDCs, conhecerá as diferenças em relação aos FICFIDCs e verá um fundo que merece atenção dos investidores.
Veja: Dossiê FIDCs do Seu Dinheiro/Money Times aborda tudo o que envolve essa classe de ativos a traz como exemplo um fundo que teve rentabilidade de CDI + 2,67% em seu primeiro ano
FIDCs explicados
FIDCs são fundos dedicados ao investimento em valores a receber, como compras parceladas – daí os “direitos creditórios” no nome. A dinâmica deles funciona da seguinte forma:
- Imagine que você possui uma empresa, vende seus produtos ou serviços a prazo e tem valores para receber dos clientes nos próximos meses. Porém, a companhia precisa de dinheiro em caixa para financiar as operações ou expandir o negócio. O que fazer?
Ao invés de esperar, é possível vender os direitos de recebimento para um fundo. Após o negócio, é ele quem vai receber os futuros pagamentos dos clientes. Os FIDCs são especializados nisso.
Os ganhos do investimento estão relacionados a dois pontos principais:
- A diferença entre o valor que o fundo desembolsa para comprar os recebíveis e o total que ainda será pago pelos devedores ao longo do tempo;
- A capacidade do gestor do FIDC de selecionar créditos de qualidade e administrar os riscos envolvidos.
CONHEÇA O FUNDO QUE RENDEU 18,97% DESDE ABRIL DE 2025
O fundo de fundos dos FIDCs
Outra característica importante sobre os FIDCs é a diferença que pode existir entre eles. Alguns concentram o patrimônio em ativos de uma única empresa ou setor, o que pode comprometer a diversificação.
Além disso, esses fundos precisam respeitar o mínimo de 50% dos investimentos em recebíveis, sendo que o restante pode ser alocado em ativos de renda fixa escolhidos pela equipe de gestão. Então, pode surgir a dúvida: como escolher os ativos certos para a carteira?
FICFIDC é a sigla para “fundo de investimento em cotas de FIDCs”. Ou seja, eles não adquirem os recebíveis diretamente, mas fazem aportes em cotas de outros fundos de investimento em direitos creditórios.
Na prática, atuam como um “fundo de fundos”.
Para o investidor, esse é um caminho que oferece exposição a diferentes estratégias e carteiras de crédito a partir de um único aporte. Ou seja, por meio dele, já é possível contar com um portfólio diversificado e equilibrado entre diferentes FIDCs.
Portanto, a estratégia pode funcionar como uma saída para investidores comuns que desejam fazer aportes em FIDCs sem abrir mão da diversificação.
Veja mais: Dossiê FIDCS mostra vantagens e riscos da categoria, além de revelar um fundo que merece a atenção dos investidores
Por que investir em FIDC?
Lais Costa, analista de fundos de investimento da Empiricus Research, destaca a diversificação possibilitada pelos FIDCs.
O principal motivo para isso está no tipo de empresa que costuma entrar nas carteiras dos fundos – geralmente, companhias menores do as disponíveis para investimento direto no mercado financeiro.
“São empresas que não têm acesso ao mercado de capitais, mas precisam de capital de giro no curto prazo”.
A rentabilidade também pode ser um diferencial, com fundos que oferecem taxas superiores ao que é encontrado na renda fixa, principalmente em operações de longo prazo. Afinal, não é comum direitos creditórios sofrerem impactos das alterações na taxa Selic.
É importante lembrar sempre que investimentos têm riscos, e Lais destaca que os FIDCs devem ser escolhidos com cuidado.
ENTENDA OS RISCOS DOS FIDCs
O FIDC para ficar de olho
Para conferir tudo o que é necessário saber antes de escolher o melhor fundo para a sua carteira, vale baixar o Dossiê FIDC. De forma simples, o texto detalha aspectos fundamentais do investimento, como riscos, vantagens e para quais investidores esse tipo de ativo é destinado.
O conteúdo foi elaborado em conjunto pelos portais parceiros Seu Dinheiro e Money Times, é gratuito e ainda aborda um FICFIDC para os investidores ficarem de olho.
O destaque do Dossiê FIDC é um fundo que acumula R$ 1,65 milhão em patrimônio líquido e completou seu primeiro ano de operação no final de abril. Desde o início, a rentabilidade acumulada já atinge CDI + 2,67% – equivalente a 18,97%.
Naturalmente, desempenho passado não garante retornos futuros, mas os números e a estrutura do fundo ilustram o potencial de estratégias de crédito estruturado, principalmente quando há gestão especializada, diversificação e seleção rigorosa de ativos.
Vale ressaltar que o conteúdo é gratuito, uma cortesia para os leitores do Money Times. Para acessá-lo, basta clicar no link abaixo:
QUERO CONHECER O FICFIDC PARA FICAR DE OLHO
As informações contidas nesta apresentação não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco (“Suitability”). RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. O BTG Pactual não assume que os investidores vão obter lucros, nem se responsabiliza pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR
