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05/06/2026
3 min

Fitch prevê sobreoferta de petróleo em setembro após reabertura de Ormuz

Fitch prevê sobreoferta de petróleo em setembro após reabertura de Ormuz

O fechamento do Estreito de Ormuz gerou um choque de oferta logística no mercado global de petróleo, mas não altera a direção estrutural do mercado, segundo a Fitch Ratings, a qual prevê que o mercado deve voltar a um quadro de superávit a partir de setembro.

Isso devido à ausência de danos relevantes à infraestrutura de produção na região, à recuperação rápida da produção no Oriente Médio, ao crescimento da oferta fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e em eventual aumento de produção da Opep acima das cotas pré-conflito.

A projeção indica superávit de cerca de 4 milhões de barris por dia no quarto trimestre, dependendo da política de produção da Opep, o que deve criar excedente no mercado e pressionar os preços.

Restrição é temporária na logística

Em relatório divulgado nesta sexta-feira, 5, a agência afirma que o movimento recente dos preços reflete uma restrição temporária de logística e não uma perda permanente de capacidade de produção.

A Fitch trabalha com a hipótese de reabertura do estreito por volta do fim de julho, o que implica um fechamento efetivo de cerca de cinco meses. A projeção base é de Brent a US$ 87 por barril em média em 2026.

O preço do petróleo deve recuar a partir dos níveis elevados observados entre março e julho, com a normalização do fluxo pelo estreito, e afirma que a oferta global deve superar a demanda na média de 2026.

Essa oferta global de petróleo deve ficar em cerca de 2,9 milhões de barris por dia abaixo da observada em 2025, aproximadamente em 2026, considerando o período de fechamento e sem incluir liberações de reservas estratégicas.

Petróleo cai nesta sexta-feira, 5

Os preços do petróleo operam em queda nesta sexta-feira, com os contratos sendo pressionados por sinais de normalização operacional no Oriente Médio e por fatores de oferta e demanda.

Parâmetro global de preços, o Brent futuro para agosto é negociado a US$ 93,37 por barril, em baixa de 1,75%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) para julho cai 2,55%, a US$ 90,67.

Ao longo do dia, os contratos variaram entre US$ 93,11 e US$ 95,89, no Brent, e entre US$ 90,52 e US$ 93,62, no WTI, que é a referência de preços nos Estados Unidos.

A movimentação ocorre após autoridades de Omã indicarem que as operações no porto de Mina al Fahal seguem normalmente. O terminal é responsável por exportações entre 800 mil e 900 mil barris por dia de petróleo bruto.

Já a Opep manteve sua projeção de crescimento da demanda em 1,2 milhão de barris por dia neste ano, apesar do cenário de conflito na região, segundo informações da CNBC.

Dados de transporte indicam ainda que as exportações de petróleo iraniano caíram ao menor nível em seis anos, pressionadas por restrições logísticas e fraca demanda, especialmente na China.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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