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05/10/2026
6 min

Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi

Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi

Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi

Ao contrário do que a maior parte das pesquisas eleitorais apontava, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, encerrou a corrida eleitoral do primeiro turno à frente do presidente Lula, candidato à reeleição. Com o favoritismo do mercado financeiro pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Ibovespa reage em alta nesta segunda (5) pós eleições, e analistas dão o veredito de quais ações devem se beneficiar deste cenário.

O BTG Pactual e o Citi enxergam espaço para uma valorização dos ativos brasileiros caso o mercado passe a aumentar as apostas em uma vitória de Bolsonaro no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Cabe lembrar que, nas urnas de domingo (4), a diferença de votos foi de cerca de 2 milhões de brasileiros, com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com 47,03% dos eleitores e o petista com 45,16%.

Em resposta aos resultados, o principal índice da bolsa brasileira disparava 8,46% às 13h57, com 208.359 pontos (veja detalhes sobre a movimentação dos mercados nesta segunda aqui).

O otimismo se explica pelo mercado esperar que um eventual governo Bolsonaro tenha maior disciplina fiscal, incentivo ao setor privado e menor risco de deterioração das contas públicas.

Na visão dos analistas, neste cenário, ativos que hoje negociam com desconto poderiam passar por uma forte valorização, beneficiando sobretudo empresas mais dependentes dos juros, do consumo doméstico e do apetite dos investidores por risco.

Segundo o BTG, a bolsa brasileira está barata e as ações podem subir cerca de 20% caso os preços do Ibovespa retornem à média histórica.

Em um cenário mais otimista, a valorização pode chegar a 45%.

Analistas já enxergam Bolsonaro eleito

Flávio Bolsonaro já é esperado como o vencedor das eleições de 2026. Em mercados preditivos como o Polymarket, por exemplo, 85% dos apostadores enxergam uma vitória do senador do PL.

Além das expectativas dos apostadores, os analistas do BTG destacam que os votos recebidos pelos demais candidatos, maioria de centro-direita ou direita, tendem a migrar para Bolsonaro no segundo turno.

Ou seja, o cenário está mais favorável para Flávio.

Para o banco, o que pode ser a esperança de Lula é mobilizar parte dos 33 milhões de brasileiros que faltaram à urna no domingo — maior nível desde 1998. Porém, segundo a equipe de análise, é um cenário pouco provável.

Outro fator nas eleições que soa como um sinal positivo para Flávio é o resultado das urnas para governadores e senadores.

O PL, partido de Bolsonaro, conquistou 19 novas cadeiras no Senado e passa a controlar um terço dos assentos da Casa.

Somando parlamentares de outros partidos alinhados à agenda bolsonarista, o banco estima uma base entre 40 e 43 senadores. Ou seja, mais da metade das 81 posições do Senado.

Nos estados, o PL também garantiu vitória para o cargo de governador em cinco das 20 localidades que foram definidas no primeiro turno.

Bolsa brasileira deve se beneficiar

Com maiores expectativas de vitória de Flávio, o Citi explica que há uma “maior confiança do mercado em uma estrutura de políticas mais voltada ao mercado e fiscalmente conservadora, centrada na disciplina fiscal, inflação mais baixa, incentivos ao setor privado e maior confiança dos investidores”.

Os analistas projetam uma reação positiva no curto prazo, mas ressaltam que ainda deve haver incertezas eleitorais até o segundo turno.

O banco tem preferência por ativos mais voláteis, que devem se beneficiar da melhora no apetite ao risco e do aquecimento do mercado de capitais.

“Defendemos que o Brasil continua sendo nosso mercado preferido na América Latina. Um governo mais favorável ao mercado reforçaria essa visão construtiva, favorecendo prêmios de risco mais baixos, taxas de longo prazo menores e um cenário mais favorável para as ações brasileiras”, defende o Citi.

A equipe de análise destaca a recomendação de XP (XPBR31), B3 (B3SA3) e BTG (BPAC11).

Nesta segunda (5), esses papéis estão disparando em peso, com BTG e B3 na liderança das altas do Ibovespa. Às 13h57, o salto era de:

  • B3SA3 a 24,16%, cotada a R$ 23,59;
  • XPBR31 a 27,47%, cotada a R$ 143,02; e
  • BPAC11 a 25,25%, cotada a R$ 82,69.

A XP se beneficia de uma entrada maior de recursos para investimentos. A B3 tende a ganhar com o aumento do volume de negociações e das ofertas de ações. Já o BTG reúne negócios como banco de investimento, gestão de recursos e wealth management, áreas que costumam prosperar em momentos de maior otimismo dos investidores.

Com apenas uma hora de negociação nesta segunda-feira, os cinco maiores bancos listados na bolsa brasileira — BTG, Itaú (ITUB4), Santander (SANB11), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) — já acumulavam um ganho de R$ 100 bilhões em valor de mercado.

Os papéis da XP e da B3 também estão entre os favoritos do BTG Pactual neste cenário mais favorável para Flávio Bolsonaro.

Os analistas do BTG afirmam que as ações que mais devem se beneficiar agora são de setores como o varejo, construtoras de médio e alto padrão, empresas do mercado de capitais e companhias alavancadas. Há também uma boa perspectiva para ativos com grandes posições de venda.

Quais são as favoritas do BTG

Além da XP e da B3, o BTG listou outras ações preferidas para buscar lucros nesse pós-primeiro turno das eleições. São papéis de empresas que podem ter um desempenho atrativo com uma eventual vitória bolsonarista.

No varejo, as preferidas são Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Assaí (ASAI3). As três chegam valorizar acima de 20% nesta segunda.

A lógica é que essas empresas costumam responder rapidamente às expectativas de juros menores, crédito mais acessível e recuperação do consumo das famílias.

Já na construção civil, a aposta é a Cyrela (CYRE3), que pode ser favorecida por condições mais atrativas de financiamento imobiliário e maior confiança dos compradores.

O banco também vê potencial na Localiza (RENT3), Motiva (MOTV3), Rede D’Or (RDOR3), Equatorial (EQTL3), Energisa (ENGI11), Auren (AURE3) e Sabesp (SBSP3).

Todas elas saltam acima de dois dígitos nesse pregão após o primeiro turno.

Outras ações que estão no radar do banco e que têm um nível maior de volatilidade são Movida (MOVI3), Vamos (VAMO3), Cosan (CSAN3), Dexco (DXCO3) e Bradesco (BBDC4).

“Empresas com maior alavancagem também tendem a apresentar desempenho superior. Além disso, companhias com grandes posições vendidas podem registrar uma recuperação significativa nos próximos dias”, destacam os analistas do BTG.

AutorGiovanna Figueredo
FonteSeu Dinheiro
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