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PolíticaMPOL
13/10/2026
4 min

Flávio Bolsonaro diz que ‘El Salvador é pouco’: ‘Aqueles que acham que sou radical na segurança pública não viram nada ainda’

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmou que considera o modelo de segurança pública de El Salvador insuficiente para o que pretende implementar no Brasil. Ele prometeu criar mais de 500 mil vagas em presídios, endurecer penas e iniciar uma ofensiva contra organizações criminosas em janeiro, caso seja eleito. As afirmações […]

Flávio Bolsonaro diz que ‘El Salvador é pouco’: ‘Aqueles que acham que sou radical na segurança pública não viram nada ainda’

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmou que considera o modelo de segurança pública de El Salvador insuficiente para o que pretende implementar no Brasil. Ele prometeu criar mais de 500 mil vagas em presídios, endurecer penas e iniciar uma ofensiva contra organizações criminosas em janeiro, caso seja eleito.

As afirmações foram feitas nesta terça-feira (13) em discurso a empresários e representantes de entidades do setor produtivo durante o Grande Encontro do Associativismo, promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo.

A menção a El Salvador faz referência à política de segurança do presidente Nayib Bukele. Em março de 2022, o país adotou um regime de exceção que suspendeu garantias constitucionais e ampliou a atuação das forças de segurança contra gangues, com prisões em massa de suspeitos de ligação com organizações criminosas.

Um dos símbolos desse modelo é o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), presídio de segurança máxima com capacidade anunciada para 40 mil detentos. A estratégia se tornou uma referência para políticos que defendem o endurecimento do combate ao crime, inclusive no Brasil.

“E aqueles que acham que eu sou radical na segurança pública não viram nada ainda. Eu já estou trocando uma ideia com o Derrite, porque eu estou achando que El Salvador é pouco”, afirmou, em referência ao senador eleito Guilherme Derrite (PL-SP), que estava no evento.

Ao defender a ampliação do sistema penitenciário, Flávio anunciou a intenção de criar “mais de meio milhão de vagas em presídios”. Também defendeu a castração química e o aumento do tempo de prisão para estupradores e abusadores de mulheres e crianças.

Pena mínima de oito anos para roubo de celulares

Flávio também afirmou que pretende buscar apoio no Congresso Nacional para aumentar a punição para roubo de celulares. Segundo ele, a pena mínima deveria ser de oito anos de prisão, com obrigação de trabalho para os condenados.

“Ladrão de celular, a gente vai mudar a lei no Congresso, vai ser no mínimo oito anos de cadeia, vai ficar preso e vai ser obrigado a trabalhar para dar valor a como é difícil comprar um celular”, declarou, sem detalhar a proposta.

Monitoramento de agressores e proteção às mulheres

Na área de proteção às mulheres, Flávio prometeu ampliar o monitoramento de agressores submetidos a medidas protetivas. Segundo ele, a aproximação do agressor deve provocar o acionamento da polícia, com equipes destinadas tanto à contenção quanto ao atendimento da vítima.

“Se chegar perto da mulher agredida, rapidamente a polícia é acionada e chama a viatura para segurar o agressor, e uma viatura para ver se está tudo bem com a mulher”, disse.

O candidato também anunciou a intenção de criar unidades da Casa da Mulher Brasileira para acolher vítimas que não conseguem deixar o ambiente de violência por falta de recursos financeiros. Segundo Flávio, esses espaços deverão apoiar mulheres que precisam sair de casa com os filhos, mas não têm condições de pagar aluguel ou sustentar a família sozinhas.

Mais de 2 milhões de câmeras

Outra proposta apresentada foi a criação do programa Smart Brasil, inspirado no Smart Sampa, sistema de monitoramento da cidade de São Paulo. Flávio afirmou que pretende instalar mais de 2 milhões de câmeras com tecnologia de identificação e integrar os sistemas de segurança de municípios e Estados.

Segundo o candidato, a integração permitiria localizar e prender suspeitos identificados em outras localidades do país. Para ampliar o uso de tecnologia, ele disse que pretende estabelecer parcerias com prefeitos e governos estaduais.

Flávio afirmou ainda que pretende iniciar em janeiro as medidas contra organizações criminosas, caso vença a eleição, e declarou que esses grupos serão tratados como “narcoterroristas”.

AutorPasquale Augusto
FonteMoney Times
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