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Sacre Investimentos
Bolsa e dólarACS
12/10/2026
4 min

Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões

Com a valorização do real e a perspectiva de maior entrada de capital estrangeiro no Brasil, analistas veem potencial em ações de setores como construção civil, varejo, energia e mercado financeiro

Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões

Com o dólar em queda após o primeiro turno das eleições de 2026, investidores voltaram os olhos para as ações que podem se beneficiar de um cenário mais favorável para o mercado brasileiro. A perspectiva de maior entrada de capital estrangeiro coloca empresas ligadas à economia doméstica no radar.

A moeda norte-americana, que negociava na faixa de R$ 5,20 antes da votação, chegou a ficar abaixo de R$ 5. O movimento reflete a percepção de redução do risco fiscal, diante da possibilidade de uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nesse cenário, bancos como Citi, JP Morgan e BTG Pactual veem oportunidades em setores como construção civil, varejo e mercado financeiro. A combinação de um real mais valorizado, inflação sob controle e perspectiva de queda dos juros pode favorecer empresas mais dependentes do consumo e das condições de crédito no país.

Quais ações podem sair ganhando com dólar mais fraco?

No Money Picks desta semana — programa do portal parceiro do Seu Dinheiro, o Money Times — os jornalistas destacam quatro ações que estão no radar dos analistas e podem se beneficiar desse cenário: Cyrela (CYRE3), C&A (CEAB3), Equatorial (EQTL3) e B3 (B3SA3).

A Cyrela pode ganhar com uma eventual queda de juros diante de um governo visto como mais responsável na parte fiscal. Com atuação concentrada nos segmentos de média e alta renda, a companhia é particularmente sensível às mudanças nas expectativas para a economia e para o custo do crédito.

Não à toa, a empresa está entre as preferidas do JP Morgan no setor de construção civil. O banco não apenas recomenda a compra das ações como também colocou a Cyrela no topo de sua lista de preferência entre as construtoras.

Na avaliação dos analistas, o resultado eleitoral elevou as expectativas de uma possível mudança na condução da política econômica. Caso esse movimento venha acompanhado de um ajuste fiscal mais crível, os juros de longo prazo poderão recuar.

Nesse ambiente, a Cyrela reúne características que podem atrair investidores: uma operação consolidada, exposição a consumidores de maior poder aquisitivo e potencial para capturar uma retomada mais forte do mercado imobiliário.

A C&A também aparece entre as apostas para um cenário de melhora da economia brasileira, segundo o BTG Pactual. A lógica é que juros menores e uma melhora da confiança do consumidor podem favorecer o varejo, especialmente em um mercado no qual o crédito tem peso importante para as vendas.

As ações da C&A já registraram uma valorização de 35% em outubro. Ainda assim, o BTG avalia que os papéis continuam sendo negociados abaixo dos patamares históricos observados em períodos mais favoráveis para a economia.

Por isso, o banco mantém a companhia entre seus nomes preferidos para capturar uma eventual retomada da atividade econômica no Brasil.

No caso da Equatorial, o Citi manteve a recomendação de compra para as ações e elevou o preço-alvo para 2027, reforçando sua visão positiva para a companhia.

Um dos fatores por trás da avaliação é a percepção de maior previsibilidade regulatória, que tende a reduzir a incerteza para os investidores. Os analistas também destacam a capacidade da empresa de capturar ganhos de eficiência, aprimorar suas operações e gerar valor mesmo em ambientes econômicos mais desafiadores.

Outro atrativo está no perfil de suas receitas. A combinação de receitas protegidas contra a inflação e remuneração regulada sobre os investimentos realizados pode tornar a companhia interessante para investidores com horizonte de longo prazo.

Com isso, o banco considera a companhia uma das empresas mais bem posicionadas de seu segmento.

Já a B3 pode se beneficiar diretamente de um aumento do fluxo de capital estrangeiro para o mercado brasileiro.

Na avaliação da Empiricus, uma retomada da atividade no mercado de capitais e a maior participação de investidores internacionais podem impulsionar os negócios da bolsa brasileira.

A tese de investimento combina três fatores: receitas consideradas resilientes, uma posição praticamente única no mercado nacional e ações negociadas a preços vistos como atrativos pela casa de análise.

Se o interesse dos estrangeiros pelo Brasil ganhar força, a B3 poderá capturar parte desse movimento por meio do aumento da atividade no mercado financeiro. Confira o episódio completo:

AutorMaisa Leme
FonteSeu Dinheiro
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