Fluxo de caixa das big techs deve triplicar para o futuro do crescimento da inteligência artificial, aponta site
Entre discursos da ONU e manifestos no X (antigo Twitter), a inteligência artificial domina o debate público. Na esfera do mercado financeiro, a grande questão que preocupa investidores é o retorno frente aos gastos com IA das big techs. Especialmente considerando o peso da IA nas bolsas norte-americanas e o crescimento de cerca de um […]

Entre discursos da ONU e manifestos no X (antigo Twitter), a inteligência artificial domina o debate público. Na esfera do mercado financeiro, a grande questão que preocupa investidores é o retorno frente aos gastos com IA das big techs.
Especialmente considerando o peso da IA nas bolsas norte-americanas e o crescimento de cerca de um quinto da economia do país.
Para se ter uma noção, o Yahoo Finance apontou que os quatro principais hyperscalers (“hiperscaladores”), Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft, devem investir cerca de US$ 800 bilhões em despesas de capital (capex). O valor é dez vezes superior ao registrado em 2019, segundo o Goldman Sachs.
Em entrevista ao portal, Torsten Sløk, economista-chefe da Apollo, afirmou que para manter esse nível de investimento, porém, exigirá uma expansão igualmente histórica da geração de caixa dessas empresas.
Inteligência artificial: Dívida ou retorno a longo prazo?
Para correr a maratona de inteligência artificial, empresas têm voltado ao mercado de dívida. Até o final deste ano, há a expectativa que os hiperescaladores emitam US$ 250 bilhões em títulos de dívida corporativa.
E, apesar de terem a capacidade de gerar recursos, os investimentos para construir a infraestrutura de IA têm pressionado os fluxos de caixa das companhias. Pela primeira vez, em julho, a Alphabet registrou um trimestre com fluxo de caixa livre negativo desde que abriu capital como Google, em 2004.
Se o aumento de geração de caixa no concretizar, a lógica econômica que sustenta o principal motor do mercado acionário americano pode mudar rapidamente, afirmou Sløk.
Segundo dados compilados pela Apollo Global, usando estimativas consensuais de Wall Street, o fluxo de caixa operacional dessas empresas deve sair de US$ 600 bilhões em 2025 para cerca de US$ 2 trilhões em 2030.
À medida que empresas aumentem seus gastos com serviços de IA, a expansão do fluxo de caixa operacional dos hiperescaladores deve ser favorecida. E, para Sløk, a saúde de todo o ecossistema econômico ligado à inteligência artificial depende disso.
*Sob supervisão de Renan Dantas
