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Future of MoneyCPTO
06/07/2026
3 min

FMI diz que tokenização traz eficiência, mas aumenta riscos econômicos

FMI diz que tokenização traz eficiência, mas aumenta riscos econômicos

Um artigo no blog do Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que a tokenização de ativos traz eficiência, mas também aumenta riscos e precisa evoluir em conjunto com a regulamentação.

No texto, assinado pelo conselheiro financeiro e diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI, Tobias Adrian, o Fundo reconhece que transações com ativos tokenizados acabam com fricções. Afinal, o ativo muda de mãos e o pagamento ocorre simultaneamente, sem precisar de dias de conciliação e liquidação.

“As demandas de liquidez materializam-se em tempo real, as chamadas de margem podem ser automatizadas e as falhas podem se propagar mais rapidamente do que a capacidade de resposta das instituições ou dos supervisores”, escreve Adrian.

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Para o executivo, isso cria um cenário em que, se antes o risco nascia do balanço das instituições, agora passa a se concentrar nas plataformas e no código de programação que gerencia as transações.

Como resultado, a cibersegurança assume um papel ainda mais importante do que possui agora.

“Uma supervisão eficaz deve, portanto, ir além das instituições e abranger o próprio código. Contratos inteligentes críticos podem tornar-se 'grandes demais para falhar', exigindo maior fiscalização e supervisão, tal como ocorre hoje com instituições financeiras de importância sistêmica”, avalia o FMI.

Regulação nacional e internacional

Em termos de eficiência, o artigo aponta que economias emergentes e em desenvolvimento podem ter transações internacionais mais rápidas e baratas, além de melhor acesso ao mercado graças ao avanço da tokenização.

Por outro lado, mover ativos e dinheiro de maneira transnacional quase instantaneamente também traria riscos por escapar de fricções criadas intencionalmente para desacelerar o fluxo do capital e permitir que as autoridades respondam a ameaças.

“Movimentos voláteis de capital, rápida substituição de moeda e a erosão da soberania monetária tornam-se mais prováveis ​​— especialmente se stablecoins globais emitidas por entidades privadas se tornarem meios de pagamento dominantes”, diz Adrian.

A sugestão para resolver o problema é fortalecer políticas de regulamentação nacionais ao mesmo tempo em que uma coordenação internacional se torna cada vez mais importante.

“O futuro das finanças tokenizadas será determinado por um conjunto complexo de decisões que os formuladores de políticas terão de tomar sobre questões como o papel do dinheiro público e privado, o grau de interoperabilidade, os marcos jurídicos, a governança de código, os mecanismos de suporte à liquidez, entre outras”, conclui o FMI.

O que é tokenização?

A tokenização de ativos consiste em registrar ativos em blockchain em vez de usar os métodos tradicionais. Com isso, eles podem ser programados por meio de contratos inteligentes (smart contracts), reduzindo a necessidade de intermediários em uma transação.

Além disso, se uma compra de ativo tokenizado for realizada em moeda que circula em blockchain, como é o caso de criptomoedas e stablecoins, a liquidação pode ser feita de maneira atômica. Como o dinheiro e o ativo estão na mesma camada tecnológica, o pagamento e a troca de propriedade ocorrem ao mesmo tempo sem risco de contraparte.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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