Fôlego financeiro? Raízen (RAIZ4) vende Usina Caarapó no Mato Grosso do Sul por R$ 760 milhões

A Raízen (RAIZ4) informou ao mercado a venda da Usina Caarapó, localizada no Mato Grosso do Sul, para a Adecoagro Vale do Ivinhema. O acordo prevê ainda cessão de cana-de-açúcar própria e dos contratos com fornecedores vinculados a essa unidade, que totalizaram aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de cana processada na safra 2025’26
O montante total da operação é estimado em R$ 760 milhões, sendo que o pagamento será realizado à vista na data de conclusão da operação.
“Essa transação está alinhada à estratégia da companhia de otimização de seu portfólio de ativos, simplificação das operações e captura de eficiências, com foco na melhoria da rentabilidade de seu portfólio agroindustrial”, diz a Raízen no comunicado.
Com a operação, a Raízen passará a operar um portfólio de 23 usinas, com capacidade instalada de moagem de aproximadamente 69 milhões de toneladas por safra.
Vale destacar que a conclusão da operação está sujeita à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além do cumprimento das demais condições precedentes estabelecidas nos contratos.
B3 estende prazo para Raízen reenquadrar ações
Na última sexta-feira (17), a Raízen informou que a B3 prorrogou o prazo para a companhia apresentar um plano de reenquadramento da cotação de suas ações preferenciais, que seguem negociadas abaixo de R$ 1.
Segundo comunicado enviado ao mercado, a companhia terá até 31 de março de 2027 para apresentar o cronograma e os procedimentos que pretende adotar para que os papéis voltem a ser negociados acima do valor mínimo exigido pela bolsa.
O Regulamento para Listagem de Emissores da B3 estabelece que companhias com ações negociadas por um período prolongado abaixo de R$ 1 precisam apresentar um plano de reenquadramento. O objetivo é evitar a chamada condição de penny stock, geralmente associada a papéis de maior volatilidade e menor liquidez.
Na prática, a concessão do novo prazo não representa risco imediato de deslistagem da Raízen, mas obriga a companhia a apresentar medidas para adequar a cotação às regras da bolsa.
Vale lembrar que a Raízen colocou em prática um amplo plano de reestruturação financeira e operacional, após registrar prejuízos bilionários, elevado endividamento e forte pressão sobre a geração de caixa.
Como parte desse processo, a empresa vem acelerando a venda de ativos, reduziu investimentos e homologou um Plano de Reestruturação Extrajudicial (PRE) para renegociar parte de suas dívidas. A companhia também concluiu recentemente a venda de sua operação na Argentina para reforçar o caixa.
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