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Mundo
25/05/2026
4 min

Forças dos EUA atacam sul do Irã após Trump ressaltar progressos em acordo de paz

Forças dos EUA atacam sul do Irã após Trump ressaltar progressos em acordo de paz

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira, 25, ataques que classificaram como ações “de autodefesa” no sul do Irã, informou o United States Central Command. A ofensiva começou horas após o presidente americano Donald Trump ter declarado que as negociações com Teerã sobre um acordo provisório estavam progredindo, informou a Bloomberg.

O ataque americano-israelense ocorreu ao sul da Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, e resultou na morte de vários militares iranianos, informou a agência de notícias estatal iraniana Nour News, sem fornecer mais detalhes.

A ofensiva acontece enquanto representantes de Washington e Teerã seguem negociando um acordo para tentar encerrar de forma definitiva a guerra iniciada no fim de fevereiro.

De acordo com o Comando Central americano, conhecido como CentCom, os alvos atingidos incluíam pontos de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que, segundo os EUA, estariam sendo utilizadas para instalar minas subaquáticas.

As forças americanas afirmaram que a operação ocorreu “de forma limitada durante o cessar-fogo em curso” e teve como objetivo proteger militares dos EUA de ameaças atribuídas às forças iranianas.

"Os ataques foram planejados para proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas", afirmou o CentCom em comunicado.

Horas antes, autoridades iranianas haviam relatado explosões em Bandar Abbas, cidade portuária no sul do país onde está localizada uma importante base militar das forças aérea e naval iranianas. Segundo a agência semioficial Fars News Agency, a situação na região havia sido normalizada durante a madrugada.

Movimentações de Trump na crise no Oriente Médio

Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento no Salão Oval

Donald Trump: presidente dos Estados Unidos (Andrew Harnik/AFP)

Em uma publicação no Truth Social na segunda-feira, 25, Donald Trump também instou a Arábia Saudita, o Catar e outros países a aderirem aos Acordos de Abraão e a reconhecerem Israel. Em uma declaração posterior, o presidente afirmou que o urânio enriquecido do Irã seria entregue aos EUA ou, preferencialmente, destruído no Irã.

Enquanto isso, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que Israel intensificaria os ataques contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, após atingir alvos no sul do Líbano. A escalada ocorreu após ataques com drones do Hezbollah que atingiram território israelense e um foguete disparado em direção a Israel, interceptado pela Força Aérea Israelense.

O Irã exigiu o fim das hostilidades contra o Hezbollah no Líbano como parte de qualquer acordo de paz com os EUA. O Axios noticiou que uma minuta de um possível acordo entre os EUA e o Irã inclui cláusulas que põem fim à guerra entre Israel e o Hezbollah.

Frágil trégua

Estreito de Ormuz | Petróleo | Irã

Estreito de Ormuz: rota é responsável por 20% da produção de petróleo no mundo. (Stringer/Reuters)

Os Estados Unidos e Irã mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril, enquanto as negociações diplomáticas seguem em busca de uma solução para o conflito.

Mesmo com a redução temporária dos ataques, o Irã continua restringindo a navegação no Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos mantêm bloqueios aos portos iranianos.

Nos últimos dias, os dois países chegaram a sinalizar avanços nas conversas para um acordo definitivo de paz. Ainda assim, o governo iraniano afirmou nesta segunda-feira que as negociações continuam distantes de um consenso.

A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra a República Islâmica. Desde então, o conflito provocou impactos no transporte marítimo na região, ataques iranianos contra países vizinhos e alta nos preços internacionais da energia.

No sábado, Donald Trump afirmou acreditar que um acordo estava próximo. Horas depois, porém, endureceu o discurso e disse que iria “explodi-los em mil infernos” caso não houvesse consenso entre as partes até o domingo.

Os preços do petróleo chegaram a recuar diante do otimismo do mercado com uma possível trégua, após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, indicar que um acordo poderia estar próximo. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, no entanto, rebateu as declarações e afirmou que “ninguém pode sustentar” essa previsão.

AutorMateus Omena
FonteExame
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