Franquias superam 207 mil operações no Brasil; veja os setores que mais cresceram
Número de unidades cresceu 3,3% no segundo trimestre; limpeza lidera expansão, enquanto eletrônicos e casa e construção encolhem

O Brasil encerrou o segundo trimestre de 2026 com mais de 207,2 mil operações de franquias em funcionamento, alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
A expansão foi liderada por limpeza e conservação, segmento que reúne lavanderias e serviços de limpeza profissional. Na outra ponta, as redes de comunicação, informática e eletrônicos e de casa e construção terminaram o período com menos operações do que um ano antes.
O crescimento da quantidade de unidades perdeu um pouco de ritmo. No segundo trimestre de 2025, o avanço havia sido de 3,9%, quando o setor superou a marca de 200 mil operações no país.
Segundo a ABF, o acesso a treinamento, fornecedores e ferramentas de gestão está entre os fatores que atraem empreendedores para as franquias.
Lavanderias puxam expansão das franquias
Limpeza e conservação registrou aumento de 8% no número de operações, o maior crescimento entre os 12 segmentos pesquisados.
De acordo com a ABF, a expansão das lavanderias expressas e de autosserviço, nas quais o próprio cliente opera as máquinas, ajuda a explicar o desempenho. Os serviços de limpeza profissional também contribuíram.
A associação relaciona essa demanda à redução do tempo disponível para tarefas domésticas e às mudanças no perfil das moradias urbanas. Nesse cenário, serviços que assumem parte dessas atividades ganham espaço na rotina dos consumidores.
Na sequência da expansão do número de operações aparecem serviços e outros negócios, com 6,1%; educação, com 5,5%; e moda, com 5,1%.
Quais segmentos de franquias mais cresceram no segundo trimestre
Dez dos 12 segmentos acompanhados pela ABF ampliaram o número de operações na comparação com o segundo trimestre de 2025.
| Segmento | Variação do número de operações |
| Limpeza e conservação | 8% |
| Serviços e outros negócios | 6,1% |
| Educação | 5,5% |
| Moda | 5,1% |
| Entretenimento e lazer | 4,2% |
| Serviços de alimentação | 2,8% |
| Comercialização e distribuição de alimentos | 2,2% |
| Serviços automotivos | 1,5% |
| Saúde, beleza e bem-estar | 1,4% |
| Hotelaria e turismo | 1,1% |
| Casa e construção | -1,3% |
| Comunicação, informática e eletrônicos | -3,4% |
| Total do setor | 3,3% |
Eletrônicos e casa e construção têm menos unidades
O segmento de comunicação, informática e eletrônicos registrou queda de 3,4% no número de operações. Em casa e construção, a redução foi de 1,3%.
Apesar do encolhimento das redes, as duas categorias aumentaram o faturamento. A receita de comunicação, informática e eletrônicos cresceu 5,3%, para R$ 2,1 bilhões, enquanto casa e construção avançou 5,4%, para R$ 5 bilhões. Os valores não descontam a inflação.
O movimento inverso ocorreu em comercialização e distribuição de alimentos. O segmento ampliou o número de operações em 2,2%, mas teve queda de 3,8% no faturamento. Os resultados mostram que a expansão da rede nem sempre vem acompanhada de aumento da receita total.
Para os próximos meses, a ABF aponta o custo do crédito e a pressão sobre insumos entre os desafios das empresas. A perspectiva da entidade permanece positiva, apoiada na demanda por conveniência e serviços recorrentes.
A pesquisa foi realizada com redes que representam aproximadamente 41% do faturamento e 34% das operações do setor. Os resultados são extrapolados para o mercado brasileiro, incluindo marcas não associadas à ABF.
