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Sacre Investimentos
Bolsa e dólarFII
23/09/2026
2 min

Fundo imobiliário leva calote de inquilino em recuperação judicial; entenda o impacto no bolso dos cotistas

O contrato de locação tinha prazo para maio de 2030 e representa aproximadamente 5,8% da receita imobiliária mensal do fundo imobiliário

Fundo imobiliário leva calote de inquilino em recuperação judicial; entenda o impacto no bolso dos cotistas

Os fundos imobiliários de galpões logísticos parecem imunes ao aperto do cenário macroeconômico. Mesmo com o aumento de empresas enroscadas com as finanças, o setor segue saudável, impulsionado pela corrida do e-commerce. Mas isso não foi o suficiente para proteger o Inter Logístico (INLG11) de um calote.

O FII anunciou, por meio de fato relevante, que uma de suas locatárias, a Comercial RS, entrou em recuperação judicial (RJ) e deixou de cumprir acordos para o pagamento de aluguéis atrasados.

A empresa, que atua no mercado de distribuição de bebidas, alimentos e produtos de perfumaria, é uma das inquilinas do Log Gaiolli Business Park, condomínio de galpões localizado em Guarulhos (SP), presente na carteira do INLG11.

A Comercial RS entrou com solicitação de RJ em 27 de julho deste ano, em conjunto com outras companhias de seu grupo econômico. O processamento da recuperação foi deferido pela Justiça em 6 de agosto.

Impactos à vista para os cotistas do fundo imobiliário?

O contrato de locação da Comercial RS, vigente até maio de 2030, representa aproximadamente 5,8% da receita imobiliária mensal do INLG11.

Apesar da inadimplência e do pedido de recuperação judicial, a Inter Asset, gestora do fundo, afirmou que não espera, neste momento, impacto relevante nos resultados e nas distribuições de rendimentos.

A administradora e a gestora do veículo informaram ainda que acompanham a situação, inclusive no âmbito do processo de RJ. Elas afirmaram, em documento, que “adotarão as medidas cabíveis para resguardar os interesses do FII e dos cotistas”.

O calote no INLG11

De acordo com o comunicado divulgado, antes do pedido de recuperação judicial, a companhia havia firmado dois acordos com o FII para parcelar aluguéis atrasados, com desconto. Mesmo assim, ela não cumpriu integralmente os pagamentos.

Considerando a participação de 80% que o fundo detinha no imóvel — recentemente, o veículo comprou os 20% restantes —, permanecem em aberto R$ 108,4 mil referentes ao primeiro acordo, cujo valor original era de R$ 688,3 mil.

Há, também, outros R$ 105,4 mil em aberto relacionados ao segundo acordo, que previa o pagamento do aluguel de junho de 2026. Além disso, a inquilina não pagou o aluguel referente a julho, com vencimento em 1º de agosto.

AutorMoney Times
FonteSeu Dinheiro
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