Fundo imobiliário tem administradora liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central; entenda
O fundo imobiliário Sofia (SOFF11) anunciou, por meio de fato relevante, que sua administradora, a Sefer Investimentos DTVM, entrou em liquidação extrajudicial por determinação do Banco Central (BC). Segundo o comunicado divulgado somente nessa quarta-feira (7), a liquidação foi decretada pela autoridade monetária em 26 de junho de 2026, por meio do Ato do Presidente […]

O fundo imobiliário Sofia(SOFF11) anunciou, por meio de fato relevante, que sua administradora, a Sefer Investimentos DTVM, entrou em liquidação extrajudicial por determinação do Banco Central (BC).
Segundo o comunicado divulgado somente nessa quarta-feira (7), a liquidação foi decretada pela autoridade monetária em 26 de junho de 2026, por meio do Ato do Presidente nº 1.386.
A decisão do BC considerou o “grave comprometimento da situação econômico-financeira da Sefer, sujeitando seus credores quirografários a risco anormal, bem como graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição”.
No mesmo ato, o Banco Central nomeou Edison Benedito Alexandre como liquidante extrajudicial.
E o FII Sofia?
De acordo com o fato relevante, a gestão liquidanda está em processo de levantamento, análise e validação das informações cadastrais, documentais e operacionais necessárias para a condução dos trabalhos.
A Sefer afirmou, no documento, que também estão sendo avaliados os procedimentos que deverão ser adotados para a retomada das atividades e o atendimento das solicitações que estão pendentes.
“Até que isso ocorra, solicitamos a gentileza de aguardar novas comunicações do liquidante, que serão realizadas oportunamente, conforme o andamento dos trabalhos”, disse a administradora, no comunicado.
O fato relevante, contudo, não informa a liquidação ou encerramento do FII Sofia, nem anuncia mudanças na carteira de ativos do fundo. Atualmente, o SOFF11 é gerido pela Acura Capital.
Sefer teria sido usada para ocultar patrimônio do Master
Uma reportagem publicada pelo Money Times em junho apontou que a Sefer Investimentos teria sido utilizada para movimentar recursos entre Brasil, Estados Unidos e Ilhas Cayman, segundo uma ação judicial movida pela EFB Regimes Especiais, liquidante do Banco Master.
A ação apontou uma estrutura que envolve o Dublin Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não-Padronizados (FIDC NP), administrado pela Sefer, além de uma empresa nos EUA e um veículo registrado nas Ilhas Cayman.
