Fundos imobiliários: Estes são os melhores FIIs para agosto, segundo a Empiricus
A Empiricus Research promoveu mudanças em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para agosto, reduzindo, em 10%, a posição em Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11) e retirando integralmente o Bresco Logística (BRCO11) da seleção. Em compensação, a casa incluiu no portfólio o Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11) e o Mauá Capital Real Estate (MCRE11), […]

A Empiricus Research promoveu mudanças em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para agosto, reduzindo, em 10%, a posição em Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11) e retirando integralmente o Bresco Logística (BRCO11) da seleção.
Em compensação, a casa incluiu no portfólio o Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11) e o Mauá Capital Real Estate (MCRE11), ambos com peso de 10%.
Segundo o analista responsável pela estratégia, Caio Nabuco de Araujo, o ALZR11 é um fundo de renda imobiliária focado em imóveis não residenciais, adquiridos principalmente por meio de operações built-to-suit e sale and leaseback.
De acordo com ele, o veículo apresenta “elevada previsibilidade de receitas”, já que possui 94% dos aluguéis provenientes de contratos atípicos e ocupação próxima de 100%, em um portfólio que reúne cerca de 289 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) distribuídos entre galpões, edifícios comerciais, empreendimentos de renda urbana e data centers.
Quanto ao MCRE11, o especialista ponderou que trata-se de um fundo multiestratégia gerido pela JiveMauá, com exposição aos segmentos residencial, corporativo, logístico e também de shopping centers.
Segundo Araujo, na carteira de crédito, 93% das operações do veículo estão indexadas à inflação, com remuneração média contratada de IPCA +10,0% ao ano.
Cenário para os FIIs
O analista da Empiricus apontou que julho foi um mês difícil para os fundos imobiliários, marcado pelo estresse da curva de juros, eventos de crédito e revisões nas projeções de rendimentos.
Apesar desse ambiente, o comportamento dos veículos, de acordo com ele, variou entre os diferentes segmentos.
“Olhando para os setores, observamos um desempenho misto. Nos veículos de papel, o aumento dos riscos em operações high yield continua sendo um ponto de atenção. Para o segundo semestre, inclusive, esperamos alguma oscilação nos dividendos [desses FIIs], diante da provável desaceleração da inflação no terceiro trimestre de 2026 e do ritmo de queda dos juros, afirmou.
“Ainda assim, a presença de estratégias de crédito na carteira permanece essencial, especialmente com foco no segmento high grade. A remuneração próxima de IPCA +10% ao ano em alguns portfólios oferece um carrego bastante atrativo para os investidores em busca de renda”, acrescentou.
Em relação aos fundos de tijolo, Araujo destacou que o estresse da curva de juros de longo prazo continua limitando o desempenho das cotas e que a proximidade do período eleitoral tende a elevar a volatilidade.
Ao mesmo tempo, disse que enxerga “níveis de preços favoráveis para a montagem de posições em portfólios de qualidade, bem ocupados e com capacidade de atravessar cenários mais desafiadores.”
Desempenho da carteira
Em julho, a carteira recomendada de FIIs da Empiricus Research registrou alta de 0,33%, performance superior ao do IFIX, que recuou 0,32%.
No acumulado deste ano, o desempenho da seleção da casa é de +7,85%, contra avanço de 1,14% do indicador referencial (benchmark).
Confira os FIIs indicados pela Empiricus para agosto:
| Ticker | Fundo | Peso |
|---|---|---|
| ALZR11 | Alianza Trust Renda Imobiliária | 10% |
| CLIN11 | Clave Índice de Preços | 10% |
| HSML11 | HSI Malls | 10% |
| KNSC11 | Kinea Securities | 20% |
| MCCI11 | Mauá Capital Recebíveis Imobiliários | 10% |
| MCRE11 | Mauá Capital Real Estate | 10% |
| VILG11 | Vinci Logística | 20% |
| VISC11 | Vinci Shopping Centers | 10% |
Ao considerar os proventos distribuídos por cada fundo nos últimos 12 meses, o dividend yield médio da carteira é de 11,6%.
