G7 chama acordo entre EUA e Irã de 'oportunidade histórica' e amplia pressão sobre Rússia

Os líderes do G7 classificaram nesta quarta-feira, 17, o acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio como uma “oportunidade histórica” e decidiram aumentar a pressão econômica sobre a Rússia, em mais um movimento para tentar acelerar o fim da guerra na Ucrânia.
A declaração conjunta foi divulgada durante a cúpula realizada em Évian, na França, e destacou que o entendimento negociado entre Washington e Teerã, sob liderança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode impedir que o Irã desenvolva armas nucleares e reduzir tensões na região.
Segundo o comunicado, uma força multinacional liderada por França e Reino Unido poderá ajudar a restabelecer o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e que foi fortemente afetada pelo conflito.
A assinatura oficial do acordo entre EUA e Irã está prevista para sexta-feira, na Suíça.
G7 amplia pressão sobre Moscou
Além do Oriente Médio, os líderes do grupo também voltaram a discutir a guerra na Ucrânia.
O G7 concordou em reforçar as sanções contra a Rússia, especialmente nos setores de petróleo e gás, considerados fontes centrais de financiamento do esforço militar de Moscou.
O grupo também prometeu ampliar o fornecimento de sistemas de defesa aérea para Kiev.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que o acordo entre EUA e Irã pode gerar efeitos positivos em outras frentes diplomáticas, incluindo a guerra na Ucrânia.
Inteligência artificial entra na pauta
O último dia da cúpula também foi marcado por debates sobre inteligência artificial.
Executivos de grandes empresas do setor participaram de reuniões com os líderes do grupo, incluindo Sam Altman e Dario Amodei.
As discussões envolveram temas como segurança digital, regulação da IA e proteção de crianças nas redes sociais.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou recentemente a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos no Reino Unido, enquanto a França avalia medida semelhante.
Participando da cúpula como convidado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que as transições energética e digital não ampliem a concentração de riqueza e tecnologia em poucos países ou empresas.
*Com AFP
