Gemini 4 Argon: o que muda na nova IA do Google — e quem pode usar
Acesso começa por parceiros de cibersegurança; empresa prevê distribuição gradual para desenvolvedores e assinantes do AI Ultra

RESUMO +
O Gemini 4 Argon foi anunciado pelo Google em 30 de setembro, com acesso inicial restrito a parceiros de cibersegurança. O modelo foi desenvolvido para tarefas profissionais de várias etapas, terá limite de saída de 1 milhão de tokens e preços de API de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída. A abertura ao público ainda não tem data definida.
O Gemini 4 Argon foi anunciado pelo Google, mas ainda não está disponível para uso amplo. Apresentado em 30 de setembro, o modelo começa a chegar a parceiros selecionados de cibersegurança do programa Fairwind, enquanto a empresa testa suas proteções.
A proposta do novo Gemini é sustentar trabalhos longos, com várias etapas. Segundo o Google, isso inclui programação, pesquisa financeira, produção de documentos jurídicos e identificação de vulnerabilidades em software.
É uma mudança de foco em relação à ideia de um assistente que apenas responde a perguntas. O modelo foi desenvolvido para participar de sequências de trabalho nas quais precisa analisar informações, usar ferramentas e avançar sobre resultados intermediários.
Quem poderá usar?
Depois dos parceiros iniciais, o Google pretende ampliar o acesso para desenvolvedores, empresas e consumidores, começando por clientes pagantes da interface de programação de aplicações (API) e assinantes do Google AI Ultra. A empresa não informa uma data para essa etapa.
Na API, o preço introdutório anunciado é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída. O conteúdo de entrada armazenado em cache, que pode ser reaproveitado em outras consultas, terá desconto de 95% sobre o preço normal dessa categoria.
Esses valores se referem ao processamento na API. Não é o preço de uma assinatura do aplicativo Gemini nem uma cobrança fixa por tarefa.
O que significa 1 milhão de tokens?
Uma das mudanças é o limite de saída, que passa de 64 mil para 1 milhão de tokens. Essas unidades representam informações processadas pelos modelos; em texto, podem corresponder a palavras ou fragmentos delas.
O número se refere ao limite de geração em uma execução, não à quantidade de documentos que o modelo consegue receber. Segundo o Google, a ampliação oferece espaço para raciocínios e resultados mais extensos. Também não significa que toda resposta usará o limite máximo.
Por que a segurança vem primeiro
O acesso inicial privilegia organizações que trabalham com defesa cibernética. O Google afirma que o Argon consegue encontrar, validar e corrigir vulnerabilidades e que parceiros selecionados terão acesso sem as restrições específicas dessa área.
Antes da abertura mais ampla, a companhia afirma que reforça proteções contra uso indevido, instruções maliciosas inseridas em conteúdos externos e ações que ultrapassem a intenção do usuário. O retorno dos primeiros participantes será usado para ajustar esses controles.
