General Motors projeta lucro de até US$ 16 bilhões no ano após superar estimativas no 2º tri

Depois de superar as expectativas de Wall Street no segundo trimestre, a General Motors decidiu aumentar sua aposta para o restante do ano. A montadora americana revisou para cima sua projeção de lucro ajustado antes de juros e impostos para 2026, que passa a ficar entre US$ 14 bilhões e US$ 16 bilhões.
O lucro por ação ajustado projetado também subiu, para uma faixa de US$ 12 a US$ 14. A revisão positiva reforça a leitura de que a companhia está conseguindo sustentar preços e reduzir custos enquanto reduz sua exposição aos investimentos em veículos elétricos, segundo fontes consultadas pela CNBC.
A GM reduziu, porém, a expectativa de lucro líquido atribuível aos acionistas, agora entre US$ 8,4 bilhões e US$ 9,8 bilhões, abaixo da faixa anterior de US$ 9,9 bilhões a US$ 11,4 bilhões. É a segunda vez seguida que a companhia corta essa projeção específica enquanto eleva outras métricas.
Números do trimestre superam estimativas
No segundo trimestre encerrado em junho, a GM lucrou US$ 1,3 bilhão, queda de 31,1% ante o mesmo intervalo do ano passado, quando o resultado havia somado US$ 1,9 bilhão. Já a receita cresceu 1,9% na comparação anual, para US$ 48 bilhões.
Na base ajustada, porém, o desempenho foi mais forte. O lucro por ação ajustado ficou em US$ 3,57, acima da estimativa de US$ 3,20 compilada pela LSEG, enquanto a receita superou a projeção de US$ 47,01 bilhões.
O lucro ajustado total avançou cerca de 30% na comparação anual, para mais de US$ 3,9 bilhões, com margem de 8,2%.
Para o CFO da companhia, Paul Jacobson, a combinação de números reflete uma trajetória que já vem sendo construída há anos. O lucro por ação do primeiro semestre ficou 25% acima de qualquer outro primeiro semestre da história da GM.
Algo que Jacobson chamou de "momentum palpável" e classificou a ação, negociada a cerca de US$ 75, como uma "pechincha", mesmo após uma valorização de mais de 40% em 12 meses.
Elétricos deixam de pesar no resultado
A companhia informou nesta terça-feira, 21, que praticamente concluiu os encargos relacionados ao recuo em veículos totalmente elétricos, que somam US$ 10,9 bilhões desde a segunda metade do ano passado.
Dos US$ 7,2 bilhões esperados em encargos pagos em caixa, US$ 4,5 bilhões já foram desembolsados até o fim do segundo trimestre. A expectativa da montadora é que as perdas com elétricos encolham entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão neste ano na comparação com 2025.
América do Norte segue como motor
A CEO e presidente do conselho da GM, Mary Barra, atribuiu boa parte do resultado à operação norte-americana, cuja margem ajustada de Ebit chegou a 8,6%, alta de 2,5 pontos percentuais na comparação anual.
Na sua visão, a companhia seguiu reduzindo custos de garantia, cortando perdas com elétricos e ganhando eficiência operacional, além de manter lucratividade na divisão internacional, que inclui as joint ventures, isto é, parcerias na China.
Barra também destacou a estabilidade nos preços de venda e um portfólio de picapes e veículos esportivos do tipo SUV que classificou como "muito atrativos". O preço médio de transação dos veículos ficou em US$ 52 mil no trimestre, enquanto a receita com serviços digitais cresceu 20% no período.
