Genial vê dois cenários possíveis com reeleição de Lula e lista os ativos que podem ser beneficiados
Contrário ao previsto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no segundo turno das eleições de 2026. Com base no primeiro turno e nas pesquisas eleitorais, esperava-se que Flávio Bolsonaro (PL) ganhasse a votação. No contexto não só de quebra de expectativa, mas de um menor ajuste fiscal previsto, o mercado reage negativamente no […]

Contrário ao previsto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no segundo turno das eleições de 2026. Com base no primeiro turno e nas pesquisas eleitorais, esperava-se que Flávio Bolsonaro (PL) ganhasse a votação. No contexto não só de quebra de expectativa, mas de um menor ajuste fiscal previsto, o mercado reage negativamente no primeiro pregão após a definição.
Para a Genial Investimentos, o real deve enfrentar pressão, os juros longos podem voltar a subir e a Bolsa brasileira deve perder parte da positividade observada antes do segundo turno.
Além disso, na visão da casa, após a reprecificação inicial dos mercados, há dois cenários para o futuro do país. Em um deles, a recessão econômica domina os mercados e, no outro, quem manda é o prêmio de risco.
Cenário 1: A recessão domina
No primeiro cenário, o crédito desacelera, o consumo perde força e a atividade econômica entra em um processo de enfraquecimento que pode levar à recessão. Deste modo, o Banco Central seria forçado a acelerar os cortes de juros para estimular a economia.
Nesse ambiente, a casa avalia que os principais beneficiados seriam os títulos prefixados e os papéis indexados à inflação. Em um segundo momento, ações ligadas à economia doméstica também poderiam se beneficiar da queda das taxas.
Os sinais para acompanhar, segundo a Genial, são aumento do desemprego, inadimplência elevada, desaceleração da inflação de serviços e um Banco Central mais preocupado com a atividade econômica do que com as pressões inflacionárias.
Cenário 2: O prêmio de risco manda
No segundo cenário, o risco fiscal continua aumentando, elevando a percepção de risco do país. Como consequência, o real desvaloriza, a inflação ganha força por meio do câmbio e o Banco Central tem dificuldades para cortar os juros.
A Genial diz que esse é o ambiente típico de dominância fiscal, o risco fiscal passa a comandar os mercados, limitando a capacidade do Banco Central de estimular a economia por meio da redução dos juros.
Nesse contexto, os ativos mais beneficiados seriam aqueles voltados à preservação do patrimônio, como exposição a moeda forte e investimentos de curto prazo ligados à inflação.
*Sob supervisão de Maria Carolina Abe
