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CarreiraCMDT
05/07/2026
3 min

Golpistas usam falsas vagas e concursos do setor de petróleo como isca; saiba se proteger

Golpistas usam falsas vagas e concursos do setor de petróleo como isca; saiba se proteger

A retomada das contratações na indústria do petróleo virou terreno fértil para fraudes.

Com salários acima da média e um novo ciclo de vagas em aberto, o setor entrou na mira de criminosos que anunciam empregos e concursos falsos para aplicar golpes na internet.

O potencial de atração de candidatos é grande. Só a produção na costa do Rio de Janeiro responde por 95 mil empregos, segundo a Firjan, e a entidade projeta mais de 1.400 novas vagas até o fim de 2027.

É esse fluxo de interessados que os golpistas tentam explorar, quase sempre cobrando taxas indevidas de quem busca uma oportunidade.

Empresas como Ocyan, Modec e Petrobras vêm reforçando alertas em seus canais oficiais.

O WhatsApp é o canal mais usado: os fraudadores se passam por recrutadores e pedem pagamentos para "dar andamento" ao processo ou garantir a contratação.

Como o golpe funciona

As abordagens também partem de redes sociais e e-mails que imitam comunicações corporativas, com logotipos copiados para dar aparência de legitimidade.

As justificativas para as cobranças variam, embora as companhias afirmem não cobrar nada de candidatos.

Para ampliar o alcance, os criminosos investem em anúncios pagos em redes sociais e links patrocinados em buscadores. A Kaspersky identificou e bloqueou, só no primeiro trimestre, mais de 330 sites que divulgavam falsos concursos da Petrobras.

Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da empresa, aponta um sinal de alerta claro: o Pix. Segundo ele, os golpistas preferem essa via para dispersar rapidamente o dinheiro entre várias contas e dificultar o rastreamento — e a chave de recebimento, seja CNPJ ou pessoa física, costuma não ter relação alguma com a empresa ou a organizadora da suposta seleção.

Na Petrobras, a área de segurança corporativa é acionada sempre que o nome da estatal aparece em publicações falsas.

Lilian Soncin, gerente executiva de Recursos Humanos, resume três modalidades: exigência de pagamento para "efetivar" vagas inexistentes ou avançar em seleções que não existem; coleta de dados pessoais para uma candidatura fake; e venda de cursos preparatórios falsos, montados a partir de editais antigos da companhia.

O que fazer para não cair

A estatal não tem concurso aberto no momento nem previsão de nova seleção em 2026 — mas há vagas reais em outras petroleiras e prestadoras de serviço.

A recomendação é sempre conferir a existência da oportunidade nos sites oficiais das empresas e em agências de recrutamento reconhecidas, conduzindo todo o processo por esses canais.

E um lembrete importante: mesmo quando não há cobrança de taxa, fornecer dados pessoais a golpistas já representa risco.

Com Agência O Globo

AutorDa redação, com agências
FonteExame
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