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Sacre Investimentos
TecnologiaBDR
07/07/2026
2 min

Google aposta em usina de fusão nuclear para liderar corrida na Europa

Google aposta em usina de fusão nuclear para liderar corrida na Europa

O Google entrou na corrida para construir a primeira usina comercial de fusão nuclear da Europa.

A gigante americana participou de uma rodada de investimento de 411 milhões de euros (cerca de US$ 468 milhões, na cotação atual) na alemã Proxima Fusion, que quer erguer essa usina, segundo anúncio feito pela companhia nesta terça-feira, 7. Foi a maior captação privada já registrada no setor de fusão no continente.

Com o aporte, a Proxima alcançou uma avaliação de mercado de 2,4 bilhões de euros (cerca de US$ 2,7 bilhões) e se tornou a empresa de fusão mais bem financiada da Europa.

A rodada foi liderada pelas gestoras XTX Ventures e East X Ventures, com o Google e a companhia de energia alemã RWE como investidores estratégicos.

O que é a fusão nuclear

A fusão nuclear é o processo de combinar dois átomos de hidrogênio para formar um átomo de hélio, o que libera enormes quantidades de energia. É a mesma reação que alimenta o Sol — e a promessa é gerar energia limpa e praticamente ilimitada, sem emissão de carbono e sem o lixo radioativo de longa duração associado às usinas atuais.

A tecnologia, porém, ainda não foi implantada comercialmente, e a indústria corre para superar os desafios técnicos. Todas as usinas nucleares em funcionamento hoje usam a fissão, o processo oposto, que consiste em dividir átomos.

Para o Google, a fusão é vista como uma fonte de energia firme, abundante e livre de carbono no longo prazo.

A tecnologia do 'stellarator'

A Proxima desenvolve uma das abordagens possíveis para a fusão, chamada stellarator — um reator que confina o plasma, matéria mais quente que 100 milhões de graus, dentro de um campo magnético de formato helicoidal e complexo. É considerada mais difícil de projetar que o desenho rival, o tokamak, mas promete operação contínua e mais estável.

Fundada em 2023, a empresa é o primeiro spin-out do Instituto Max Planck de Física do Plasma e se apoia nos resultados do Wendelstein 7-X, o stellarator mais avançado do mundo. O dinheiro vai financiar o Alpha, um demonstrador que pretende provar a geração líquida de energia, previsto para o início da década de 2030. A usina comercial, batizada de Stellaris, é a meta para o fim da mesma década.

AutorTamires Vitorio
FonteExame
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