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Inteligência ArtificialBDR
08/10/2026
4 min

Google lança Gemini Agent, que usa Gemini e Claude para executar tarefas no trabalho

Novo agente de inteligência artificial do Google Cloud pode alternar entre modelos do Gemini e do Claude para programar, criar conteúdo e realizar tarefas em aplicativos corporativos como Slack e Workspace

Google lança Gemini Agent, que usa Gemini e Claude para executar tarefas no trabalho
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O Google Cloud anunciou o Gemini Agent, um agente de IA para executar tarefas entre aplicativos corporativos, criar conteúdo e escrever e rodar código. Segundo a empresa, o sistema seleciona modelos Gemini ou Claude conforme o trabalho, mantém contexto entre dispositivos e continua tarefas na nuvem mesmo com o computador fechado. A proposta inclui permissões de acesso, registros de auditoria e controles de custo.

O Google Cloud anunciou nesta quinta-feira, 8, o Gemini Agent, um agente de inteligência artificial (IA) que reúne pesquisa, criação de conteúdo, programação e execução de tarefas em uma única interface. O sistema pode recorrer tanto aos modelos Gemini, do Google, quanto ao Claude, da Anthropic, para realizar o trabalho.

A novidade foi apresentada por Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, durante o evento Gemini at Work 2026. Segundo a companhia, o agente planeja as etapas de uma tarefa, escolhe ferramentas e acessa sistemas corporativos para entregar o resultado nos aplicativos usados pelos funcionários.

“Ele planeja o trabalho, usa habilidades e ferramentas, conecta-se aos seus sistemas e traz de volta algo finalizado — dentro dos documentos, da caixa de entrada e dos ambientes de desenvolvimento em que você já trabalha”, afirmou Kurian, em comunicado.

O agente é um só, mas os modelos podem mudar

O Google distingue o agente dos modelos que sustentam sua operação. O Gemini Agent coordena o trabalho e mantém o contexto; o modelo responsável por cada tarefa pode variar conforme os requisitos de qualidade e custo.

Hoje, a proposta contempla as famílias Gemini e Claude. O Google prevê incorporar outros modelos abertos e privados no futuro, preservando o contexto, os dados e as habilidades associados ao agente.

A escolha está ligada ao custo de processamento. Em muitas aplicações de IA, a cobrança considera os tokens, unidades nas quais os modelos dividem o conteúdo recebido e produzido. O Google afirma que o agente inclui controles de custo, mas o comunicado não apresenta preços.

O trabalho continua depois de fechar o computador

O Gemini Agent executa tarefas na nuvem e mantém memória e contexto entre os dispositivos e canais pelos quais é acessado. Segundo a empresa, atividades que levam horas ou dias podem continuar depois que o usuário fecha o computador.

O anúncio prevê acesso pela web, celulares Android e iPhone, computadores Windows e Mac e canais como Google Workspace, Microsoft 365, Slack e linha de comando. O agente também pode operar integrado a outras aplicações, sem uma interface própria.

Dentro do Workspace, um dos exemplos apresentados é pesquisar tendências de mercado, construir um modelo financeiro no Sheets e produzir uma apresentação com os resultados, sem que o funcionário precise explicar novamente o projeto a cada etapa.

O sistema também pode sugerir tarefas para delegação e priorizar mensagens na caixa de entrada, com uma explicação sobre sua relevância, segundo o Google.

Uma IA com e-mail e função na equipe

Para trabalhos complexos, o Gemini Agent pode criar subagentes temporários, responsáveis por etapas realizadas em paralelo ou em sequência.

Outra possibilidade é configurar um agente persistente como integrante da equipe. Ele teria função definida, endereço de e-mail e armazenamento próprios, além de acesso ao contexto compartilhado. Os funcionários poderiam incluí-lo em espaços de conversa ou mencioná-lo com @.

As conexões previstas abrangem ferramentas como Teams, Slack, Salesforce, ServiceNow, Jira e bancos de dados, além de arquivos locais do computador. Equipes também podem publicar habilidades próprias, com instruções e recursos para atividades recorrentes.

Permissões e auditoria acompanham a autonomia

Segundo o Google, cada agente recebe uma identidade e permissões aprovadas pelos administradores da organização. As ações registradas ficam vinculadas ao agente em uma trilha de auditoria, que pode ser acompanhada pelas ferramentas de monitoramento da companhia.

A execução ocorre em um ambiente isolado, chamado Agent Sandbox, com limites de rede. A empresa afirma que políticas de acesso podem ser aplicadas ao conjunto de agentes.

Esses recursos ampliam a agenda de governança corporativa apresentada pelo Google Cloud no Brasil em setembro, quando a companhia anunciou investimentos e processamento local de dados para uma configuração específica do Gemini Enterprise.

Google apresenta resultados de clientes brasileiros

No anúncio, o Google também divulgou aplicações do Gemini Enterprise em empresas brasileiras. Os resultados se referem à plataforma corporativa, não necessariamente ao novo Gemini Agent.

No Bradesco, segundo a companhia, o tempo de análise de documentos passou de uma hora para cinco minutos em atividades fiscais, contábeis e contratuais. O Google também informa redução de 60% nas inconsistências de risco.

Na Globo, a ferramenta PlanejaAI, desenvolvida sobre o Gemini Enterprise, teria economizado 127 horas em um trimestre no planejamento de software. Os indicadores foram divulgados pelo Google e não vieram acompanhados, no comunicado, da metodologia de medição.

O material não detalha o cronograma de disponibilidade de cada recurso nem as condições comerciais do Gemini Agent.


AutorTamires Vitorio
FonteExame
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