Google lança novos modelos Gemini, mas adia versão mais potente

O Google anunciou nesta terça-feira, 21, três novos modelos de inteligência artificial (IA) da família Gemini: o 3.6 Flash, o 3.5 Flash-Lite e o 3.5 Flash Cyber, este último especializado em segurança cibernética.
Os lançamentos acontecem em meio à expectativa pelo Gemini 3.5 Pro, modelo de alta capacidade apresentado na conferência I/O em maio de 2025, que segue sem data definida de estreia para o público geral.
O que muda com o Gemini 3.6 Flash?
Apresentado como o principal modelo da atualização, o 3.6 Flash foi projetado para tarefas de uso geral, como desenvolvimento de software, trabalho analítico e processamento multimodal.
Segundo a empresa, o novo modelo reduz em 17% o consumo de tokens de saída em relação ao 3.5 Flash, de acordo com o benchmark da Artificial Analysis.
Em testes específicos de programação, como o DebugSWE (da Datacurve), a eficiência na geração de respostas chega a ser 65% superior — os tokens representam as unidades de texto e código utilizadas para mensurar a capacidade de processamento dos modelos.
"O 3.6 Flash representa um avanço em programação e tarefas complexas de conhecimento, entregando maior desempenho com ganho expressivo na eficiência de tokens", destacou o Google.
A empresa ressalta que o modelo executa fluxos multietapas exigindo menor número de passos de raciocínio e chamadas de ferramentas (tool calls).
A evolução também veio acompanhada de redução nos custos de uso:
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Gemini 3.6 Flash: US$ 1,50 por milhão de tokens de entrada e US$ 7,50 por milhão de tokens de saída (frente a US$ 9,00/milhão na saída do 3.5 Flash). O corte de conhecimento do modelo é março de 2026.
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Gemini 3.5 Flash-Lite: focado em velocidade e baixo custo para operações de alto volume (como tradução e processamento de dados em escala), processa até 350 tokens de saída por segundo, custando US$ 0,30 por milhão de tokens de entrada e US$ 2,50 na saída.
Cibersegurança e restrição de acesso
O terceiro modelo anunciado traz uma dinâmica de acesso diferenciada. O 3.5 Flash Cyber foi desenvolvido sobre a base do 3.5 Flash com o objetivo de identificar, validar e corrigir vulnerabilidades em código de software.
O modelo atua integrado ao CodeMender, agente de remediação de falhas apresentado pela empresa no fim de 2025. Essa combinação permite analisar múltiplos caminhos de código com alta frequência e baixo custo operacional.
Contudo, a distribuição da ferramenta será limitada:
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Acesso restrito: disponível em programa piloto apenas para órgãos governamentais e parceiros estratégicos selecionados.
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Motivo: o caráter de uso duplo (dual-use) da tecnologia. A mesma capacidade capaz de mapear falhas para corrigi-las pode ser explorada por atores maliciosos para explorar brechas de segurança.
Em testes internos divulgados pelo Google no motor JavaScript V8, o 3.5 Flash Cyber identificou 55 falhas confirmadas, superando o 3.5 Flash (47), o 3.6 Flash e o modelo Claude Opus 4.6, da Anthropic (36).
Os dados foram reportados pela própria empresa e não passaram por auditoria independente externa.
Atraso no modelo principal
O anúncio dos novos modelos ocorre enquanto o mercado aguarda a versão principal da família.
Prometido inicialmente para meados do ano passado durante a Google I/O, o Gemini 3.5 Pro sofreu adiamentos devido ao desempenho abaixo do esperado em testes internos de programação e raciocínio lógico.
Embora o Google confirme que o modelo já passa por testes fechados com parceiros corporativos e governamentais, ainda não há previsão oficial de lançamento para o mercado amplo.
Disponibilidade
Os modelos 3.6 Flash e 3.5 Flash-Lite já estão disponíveis para desenvolvedores via API no Google AI Studio e Android Studio, além de integrações nos aplicativos do Gemini e no Google Buscador.
